FLUXO VAG1NAL - Você sabia que estar molhada é normal?

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Você se sente molhada, e corre pro banheiro. Quando olha sua calcinha, a vê úmida por um liquido transparente. Já ouviu falar da expressão "molhadinha" e acredita que isso se refere só a quando a mulher fica excitada? Querida, assim como milhares de mulheres no mundo, você está equivocada.


Muitas meninas ficam incomodadas achando que estão doentes porque suas vaginas nunca ficam secas. A questão, cara leitora, é que A VAGINA NUNCA É SECA. Sério, porque ela se trata de uma mucosa que necessita estar regularmente humedecida. Assim como sua boca, a vagina possui um liquido especial, "uma saliva própria", que a mantém saudável. Não confunda isso com a lubrificação sexual da excitação. O fluxo vaginal regular é apenas uma ferramenta do organismo feminino que vai ocorrer independente de qualquer situação.





O fluxo vaginal é um líquido transparente ou esbranquiçado que sai da vagina. Ele ajuda a previnir que a vagina fique ressecada e a protege das infecções. A quantidade de fluxo varia ao longo do ciclo menstrual. A maioria das mulheres notam mais fluxo na metade do ciclo menstrual, geralmente duas semanas depois do fim da menstruação. Isso coincide com a ovulação (quando um óvulo é expulso do ovário). Você terá fluxo durante a maior parte da sua vida adulta.

Quando você tiver fluxo, irá notar uma mancha branca pastosa em sua calcinha. Isso pode fazer com que você se sinta úmida e desconfortável. Para evitar isso, opte por usar calcinhas de algodão, calças soltas e saias.


A higiene feminina é necessária. Uma boa higiene pode te proteger de infecções:
  • Depois de ir ao banheiro, lembre-se de se limpar de frente para trás. Isso evita que bactérias passem do ânus para a vagina ou para a uretra.
  • Evite os sabonetes muito perfumados ou gel de banho; eles podem irritar a delicada pele ao redor da vagina e torná-la mais propensa à infecções.
  • Saiba que é mais fácil que você tenha infecções vaginais quando estiver tomando antibióticos.
Não se preocupe! As infecções vaginais são muito frequentes, são facilmente tratadas e não devem causar preocupação.



Porém, qualquer fluxo que:
  • Tenha um cheiro desagradável.
  • Seja espesso.
  • Seja amarelo ou mais escuro
  • Cause queimação.
Esses sinais podem significar infecção. Você deve visitar o médico para que ele recomende o tratamento adequado.

Por que a mulher de classe baixa tem tanto problema com o peso e a saúde?

Atualmente, percebemos que, apesar do aumento do mercado de empresas voltadas para a saúde e exercícios físicos (lojas de suplementos, academias, etc), a mulher moderna continua tendo problemas com a saúde física. No Brasil, 17% da população é obesa, e mais da metade está acima do peso. Entre as principais vítimas, está a mulher de classe baixa.



A mulher de classe baixa precisa trabalhar em tempo integral. No Estado de São Paulo, a rotina de um emprego integral inclui pelo menos 8h diárias de trabalho, além das horas para se chegar ao local de trabalho e o tempo de almoço no meio do dia. Muitas pessoas saem de casa 2h a 4h antes da entrada no serviço a fim de chegar a tempo. Os horários de almoço variam entre 1h a 2h, mas sabemos que o brasileiro e a brasileira não cumpre esse horário, muitas vezes comendo rapidamente para voltar logo ao posto de trabalho.

Então vamos pensar: são pelo menos 2h para se chegar ao trabalho, pelo menos 8h de serviço que somadas com as horas de almoço que nem sempre são respeitadas, podem chegar à 10h, e ainda tem o horário da volta para a casa, que são pelo menos 2h também. A mulher trabalhadora gasta pelo menos 14h do seu dia com trabalho cansativo, que muitas vezes exige posições nada positivas para o físico, como ficar horas sentada em frente ao computador em situações de estresse, ou em linhas de produção fazendo movimentos repetitivos, e até mesmo as guerreiras faxineiras, que tem que limpar diversas coisas em diversas posições nada favoráveis para a coluna.




Se a mulher ansiar por algo melhor, talvez esteja estudando, seja curso técnico ou ensino superior. E sendo trabalhadora, só lhe resta o período noturno. As aulas noturnas costumam ter 4h. E somando o dia de trabalho, são 18h pelo menos por dia dedicadas a obrigações. De 24h que um dia tem, restam apenas 6 horas livres. Dessas 6h, a brasileira costuma dormir entre 4h e 5h por noite, o que também não é nada saudável, visto que o adulto deve dormir entre 6h e 8h para ter um descanso de qualidade. E quanto tempo sobra livre num dia? 1h apenas. E dessa 1h as mulheres fazem milagre, cuidando da casa da forma que dá, pois muitas tem jornadas triplas, que além de estudo e trabalho, tem filhos e casa para cuidar.

Ah, e a alimentação sempre fica de escanteio. A vida corrida da mulher trabalhadora faz com que ela se alimente de marmitas feitas em casa, que na correria contemplam uma arroz, feijão, e a mistura mais rápida: uma fritura. Salada é algo difícil de se incluir no dia a dia, visto que verduras, legumes e frutas não podem ser comprados com muita antecedência, pois estragam rápido. E nem sempre temos tempo de ir ao mercado, além do dia da compra do mês, não é?

E quando não dá tempo de fazer comida, um salgado na rua é a melhor opção pra enfrentar o dia. E assim a mulher trabalhadora não tem tempo para se alimentar adequadamente, nem para se exercitar.



Aí você me pergunta: e os finais de semana? Bom, quando se passa a semana toda, de segunda a sábado, trabalhando e estudando, sem nenhum lazer, o cansaço, a fadiga e a ânsia por um escape da rotina nunca levam à exercícios físicos ou dietas. O que a trabalhadora mais quer é descansar e comer algo gostoso. Isso quando o salário injusto lhe permite. Além disso, rotinas desgastantes como a da mulher trabalhadora brasileira levam a queda da imunidade e muitas doenças.

Dessa forma, vivendo para as obrigações, a mulher trabalhadora não consegue manter o peso nem a saúde. Não é de admirar que o índice de obesidade em nosso país seja alto. Por isso, qualquer crítica voltada a uma mulher acima do peso deve ser repensada mil vezes. Olhe para essa mulher cansada e guerreira, que se desdobra em 3 para dar conta da vida. E a vida não é fácil pra quem não nasceu na elite. E no nosso país, onde ladrões governam, e crianças vão para a cadeia, é o que tem pra hoje!




Jakisses!

Vamos falar sobre DENGUE

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Se eu te perguntar sobre os sintomas da Dengue, e você nunca tiver pegado, você vai me responder: febre e dor no corpo. Ah, quem dera, cara pitchulete, que a dengue fosse só isso mesmo.



Nessas duas últimas semanas tive dengue. Na verdade, ainda tenho. Estima-se que os sintomas da dengue melhorem em 7 dias, mas ela só sai de vez de você depois de 15 dias. Descobri, pegando a doença, que a dengue é muito mais que febre e dor no corpo. É agonia... dias de agonia. E que a mídia não nos informa direito sobre essa doença. Por isso, precisamos conversar sobre ela.

Tudo começa com uma febre assustadora. Acima de 38º. Uma febre que dá frio e tremedeira. Aí você toma paracetamol, e parece que tudo vai ficar bem. Mas a febre volta no dia seguinte e no outro, acompanhada de uma tremenda dor de cabeça. Aí mora o perigo de você não saber se está com dengue. A dor de cabeça te faz querer tomar analgésico. E se você está com dengue, analgésicos são proibidos, devido a uma incompatibilidade do vírus com o ácido componente do remédio, que pode te levar à morte na mistura. 

Depois de uns 3 dias de febre, começa a agonia de verdade. Seu estômago estraga, você vomita e não consegue comer. Sua boca fica seca, mas a água possui um gosto horrível. Você fica 24h por dia enjoado, e não consegue dormir. E desidrata, e sofre, e fica fraco. São pelo menos uns 4 dias sem conseguir comer, tendo que ir aos hospitais tomar soro na veia para não morrer. E ninguém se importa realmente com você. Ainda mais nessa época de epidemia, dengue virou gripe: todo mundo tem, então não deve ser grave. Mas é, muito grave. O enjoo, o mal estar não te deixam, e você não consegue dormir. Então seu emocional fica abalado, e você implora pra todos os deuses que acabem com seu sofrimento. Aí vem a fase da alergia.

Quando seu estômago começa a melhorar, a sua pele fica vermelha da cabeça aos pés. E coça, e arde. Dizem que é porque o corpo reage ao vírus, e isso causa uma reação alérgica. A pele parece que foi queimada pelo sol, e suas mãos e pés incham. Mais noites sem dormir, pelo menos duas, de coceira intensa. Depois de 7 dias sofrendo, você já não tem mais forças para reclamar. Resta esperar que passe, assim como a febre e o enjoo passaram. 

Para os enjoos, tomei muito Dramin na veia. Mas os anti-eméticos me dão pânico e crises de ansiedade. Agora imagine que delícia uma crise de ansiedade com um sono incontrolável? Pois anti-eméticos tem como efeito colateral o sono e a agitação. Ridículo, trocar o enjoo por crises de ansiedade com sono. Não sei até hoje o que é pior. 

Para a coceira, receitaram Polaramine e Loratadina. Tentei tomar o polaramine, e não adiantou nada, mas me deu um sono que parecia que eu estava em coma queimando no inferno. Eu estava consciente, sentia uma coceira insuportável, mas não conseguia abrir os olhos. Então troquei pelo loratadina. O loratadina também não ajudou em nada, mas pelo menos em mim não dá esse sono de coma do polaramine.

Hoje fazem 9 dias que estou com dengue. Estou bem no momento. Fiz o exame de sangue, e a dengue foi confirmada. Perdi 5 kg, e sinto dor nas pernas se fico de pé, e dor nas costas se fico sentada. Minha pele ainda está vermelha e coça em alguns pontos. Mas tenho que voltar a viver, enquanto espero a dengue passar, porque ela já me tomou 1 semana e meia de vida. Fiquei 1 semana e meia sem conseguir fazer exatamente NADA. Perdi prova na faculdade, conteúdo de disciplinas, e um feriadão de Páscoa. Sofri a ponto de chorar ao ver qualquer mosquitinho voando. No meu quarto tem repelente na tomada, e não saio de casa sem passar na pele. Mesmo estando imune a um tipo de vírus, existem mais 3 tipos zanzando por aí. E tenho pavor em pensar em pegar outra vez.

Sobrevivi à dengue. Mas sou uma adulta saudável de 25 anos. E a doença quase me matou. Mas aqui na cidade onde moro, no mesmo bairro que eu, uma criança de 11 anos morreu. Não existe comprovação de que foi a dengue, mas a questão é que a menina estava com os sintomas, foi mal atendida numa Unidade de Pronto Atendimento, foi mandada para casa, e amanheceu morta. A dengue virou uma epidemia nacional, e começou a ser tratada com leviandade. Não, a dengue não é uma gripinha que dá e passa. A dengue é uma doença forte que pode matar. Se chegamos ao ponto de uma epidemia, é porque o Brasil está um lixo. Temos que acordar e realmente acabar com esse mosquito, pois ele está acabando conosco. Cada um tem que fazer sua parte, cuidando da sua casinha e do seu terreno, não jogando lixo por aí principalmente. Mas os governos tem que fazer a parte deles também. Existe muito terreno de prefeitura por aí cheio de matagal. Enquanto os governos não acordarem, crianças continuarão morrendo por causa de um mosquitinho de merda. E nós só podemos passar repelente e rezar... porque a Dengue é devastadora.


Jakisses!

Coletores - Diga adeus ao abafamento!

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Hey pitchuletes queridas!

Todas nós somos ensinadas desde os nossos 11, 12 ou 13 anos a usar absorventes externos ou internos. Menstruamos a primeira vez, e nossas mães já nos metem na 'fraldinha'. A partir daí descobrimos que ser mulher é um martírio: todo mês escorre sangue pelas nossas vaginas, e temos que usar aqueles absorventes chatos grudados na calcinha, que se mal colocados podem manchar nossas roupas, e ficar com um volume incomodativo na parte de trás. Sem contar em dias de calor, a vagina o dia todo molhada e abafada. É grudento, incomoda, e em muitos casos podem ocorrer dermatites e alergias. Além disso, se moramos com mais pessoas, a vergonha de jogar no lixo pacotinhos de absorvente é imensa. Todo mundo, de um jeito ou de outro, fica sabendo que você está 'naqueles dias'.

Quem diria que existiria uma alternativa ecologicamente sustentável, mais higiênica e saudável, e além de tudo confortável? Sim meninas, existe. E não faz pouco tempo não. Na Europa já utilizam essa opção há mais de 80 anos. E agora no Brasil ele está fazendo a cabeça da mulherada: o Coletor Menstrual.



O coletor menstrual é um copinho de silicone (de preferência de grau médico, hipoalérgico) flexível, que você dobra e insere na vagina. Então ele se molda ao seu canal vaginal e forma um vácuo que não permite que ele saia do lugar. Durante o dia (muitas usam por 12h no máximo, mas isso depende da quantidade de fluxo que você libera) ele fica ali coletando seu sangue. Então você retira e joga o sangue dele no vaso sanitário, lava e põe de novo. A diferença do coletor para o O.B. é o fato de que ele não prolifera bactérias, o que faz o sangue não ter cheiro ruim como costumamos sentir em absorventes. Além disso, ele não irrita a vagina, nem abafa. O absorvente interno, como absorve o sangue, acaba absorvendo junto a umidade natural da vagina, podendo ressecá-la e causar infecções. Com o coletor, esse problema não existe. Você pode nadar com ele tranquilamente, ir à academia, e até dormir sem calcinha, pois quando colocado corretamente, ele não vaza.

Muitas mulheres sentem nojo ao pensar na ideia de usar um coletor menstrual. Isso acontece porque desde meninas somos ensinadas a ter nojo de nós mesmas e de nosso sangue. O que devemos lembrar é que a menstruação é o sangue da vida, ele indica que a mulher tem a capacidade de gerar um bebê. Nosso útero é uma obra linda da natureza, e não é nojento. Ao usar o coletor menstrual, somos estimuladas também a melhorar a relação que temos com nós mesmas. Primeiramente, ao usar o absorvente, achamos que menstruamos MUITO. Com o coletor, podemos ver exatamente quanto sangue sai de nós, e a maioria fica chocada ao saber que o fluxo é bem menor do que aparenta. Outra coisa que descobrimos é que nosso sangue menstrual não fede. E por último, descobrimos o bem estar que é passar pelos dias da menstruação sem abafamento nas partes íntimas, sem se sentir com uma fralda andando por aí. Ah, e a parte mais legal é que os coletores costumam durar 10 anos, evitando que você contribua para o acúmulo de lixo no mundo pelo uso de absorventes descartáveis.

Existem vários tipos, tamanhos e cores. Também existem dicas de como dobrar, como conseguir encaixar direito. Você encontra facilmente no Google. Existe no Facebook um grupo que discute sobre os coletores menstruais, mas não indico o grupo para ninguém porque as moderadoras se tornaram mesquinhas excluindo e proibindo posts das pessoas e querendo apenas revender coletores ou acessórios para eles (panelinhas para fervê-los, saquinhos para guardá-los), o que na minha opinião é um abuso.

Para adquirir seu coletor, infelizmente, existe polêmica. Empresas confiáveis para se comprar, onde diz a lenda que é certeza que o silicone do coletor é de grau médico, são a Inciclo e a Meluna. Porém, os preços dos coletores são bem 'salgados', variando de R$ 60,00 a R$ 80,00. Eu acho o preço abusivo, mas aqui no Brasil é assim mesmo, tudo é caríssimo e cheio de imposto embutido. 

Se você já desistiu pelos preços, existe uma opção barata, porém arriscada. Muita gente faz polêmica em cima dos coletores da Aneer, à venda no Aliexpress, um site que revende produtos que vêm da china. Diz a lenda que os coletores chineses tem metal pesado na composição, que o silicone é alimentício e não médico, que pode dar câncer e etc. Mas a verdade é que ninguém nunca morreu de câncer por usar coletor, e NÃO EXISTE DOCUMENTO OFICIAL OU COMPROVAÇÃO de todas essas acusações. E se você pede certificado dos coletores da Aneer, o vendedor te envia. Muitas mulheres compraram,  e acham os coletores chineses até mais macios e fáceis de usar que os brasileiros. Mas isso é uma questão de opinião e consciência: cada mulher decide pela sua vagina. O valor é muito mais em conta: U$ 3,00 a U$ 5,00, que em reais dá no máximo R$ 10,00 (incluindo o frete). O problema do frete é que demora muito pra chegar, e pode ficar parado em Curitiba para fiscalização por um bom tempo. 


Fica a dica do Papo de Mulher sobre os coletores menstruais. A única coisa que aconselhamos é a não comprar coletores coloridos, porque a tinta pode ser tóxica, mesmo os de marca confiável. Prefira sempre o transparente, afinal pra que um coletor com glitter né? rs

Jakisses!!!
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