ENSINANDO A AMAR!

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Você pede para conversar e ele quer ver o futebol na tevê. Ele quer transar e você prefere jantar fora primeiro. Ele diz que vai ligar no dia seguinte e nada do telefone tocar. Ele pergunta se está tudo bem e você diz que está, mas com a cara emburrada. Você pergunta se está gorda e ele tem a audácia de responder a verdade. É, não é fácil entender os homens como também é dificílimo entender as mulheres. O que fazer? Calma.

Para ajudar na missão - impossível? - de compreender o universo de um relacionamento, selecionamos muitas dicas para você. Confira:

Para início de conversa, um elemento fundamental na hora de tentar desvendar os homens é o respeito - que é bom e a gente gosta. Para Pit Cacá, usuária do Bolsa de Mulher, 'respeito' é a palavra chave para entender o outro. "Homens e mulheres são muito diferentes, porém, complementares: um não vive sem o outro", dispara, lembrando que, apesar das dificuldades, é muito bom amar e ser amada. "O convívio não é fácil, entender as diferenças também não. O importante é que um respeite, verdadeiramente, o outro e os dois consigam manter a relação equilibrada, respeitando as individualidades e o espaço de cada um", diz ela.
Nem adianta falar que a culpa é dele - aquele fechadão que não revela os sentimentos e foge de DR (Discutir a Relação). Afinal, em um relacionameto cada um tem que cumprir a sua parte e o sucesso da comunicação de um casal é dividida em parte iguais - 50% para cada um. A usuária do Bolsa, Aninha M. D. A, acredita que tanto o homem quanto a mulher têm que se empenhar para o amor ir adiante. "O bom relacionamento é quando ambos sabem ceder e entender o outro: você cede a novela pela fnal do campeonato, ele cede a ida ao bar com os amigos numa sexta à noite para ir ao aniversário daquela sua amiga e assim vai indo", diz ela, que dá uma sugestão para alcançar o equilíbrio: "Tente conversar, colocar idéias e não só cobrar", sugere.

Não verbal

Além do mundo das palavras, o outro nos diz muita coisa através de gestos e atitudes. A Marsélia, educadora e usuária brasiliense do Bolsa de Mulher, enxerga o outro através do olhar. "A gente olha nos olhos quando realmente quer entender uma pessoa, perceber como ela está se sentindo e descobrir o que passa pela cabeça dela além do que expõe em palavras", diz ela, ciente da importância do olho no olho na conquista e no decorrer do relacionamento. "O olhar demonstra segurança e interesse. E o melhor: sem exibir explicitamente nossas intenções. Aposte nisso!", sugere.Segundo o psicólogo especialista em relacionamento amoroso Ailton Amélio, os problemas de comunicação são maiores entre os tímidos e inibidos. "E entre os que seguem regras pré-estabelecidas pela sociedade. A gente às vezes aprende errado", diz, lembrando que a sociedade ensina às mulheres, desde pequenas, a falarem sobre seus sentimentos, enquanto homens ouvem que não podem chorar nem sentir medo. "Eles choram, sim. No consultório, sofrem pra burro quando não são correspondidos. Há muitos mitos que não correspondem à realidade", afirma.

Ailton Amélio acaba de lançar pela Publifolha o livro "Relacionamento Amoroso: como encontrar sua metade ideal e cuidar dela", com 48 artigos com base científica para o leitor comum. No livro, o psicólogo afirma que o maior problema de comunicação é o medo. "O medo de dizer coisas e ser rejeitado, ou queimar oportunidades futuras. Os mais temerosos têm extrema cautela, tateiam demais e acabam não comunicando nada", explica, ensinando que além de comunicar, é necessário checar se o outro está entendendo o que se diz, perguntando e avaliando as reações verbais e não verbais do parceiro.

Segundo o psicólogo, é um erro achar que a clareza é fundamental para o entedimento do casal. "Não devemos ser claros demais, pois pode soar ofensivo. A comunicação tem que ser eficiente e ao mesmo tempo polida", explica Ailton, salientando que o cru beira o grotesco e tem altas chances de dar errado.

Algumas dicas para acertar na hora de se comunicar com seu parceiro:

1) A hora certa - "Nada de discutir na hora da final do campeonato. Ao mesmo tempo, quem se recusa a discutir a relação deve sugerir uma outra hora que considere propícia", sugere o psicólogo.

2) Foco em uma queixa só - "Não pode haver uma lista de insatisfações a serem discutidas. Deve-se discutir um tema por vez. Por exemplo, hoje vamos discutir sobre dinheiro", ensina Ailton.

3) Sem agressões
- "Um não pode atacar a personalidade do outro para que não haja agressão", defende Ailton.

Mesmo a par das técnicas, pode acontecer de o casal, movido pelo calor do momento, perder o controle. "Às vezes, a emoção não deixa a pessoa usar a técnica, às vezes difícil de implementar. Além de ouvir e estimular o outro a falar, o melhor é ter em mente que homens e mulheres são essencialmente semelhantes e não o contrário", finaliza.

Jakisses!!!

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