Para viver uma grande paixão, vale tudo. Provas exageradas de amor, confissões de fidelidade eterna e rompantes inesperados de ciúme. Para os apaixonados, até pequenas brigas se tornam um tempero. Mas, como todos sabem, a paixão pode passar. Se não restou cumplicidade entre o casal, é fácil saber como a história termina. Nessa hora, muitos confundem o amor construído com um sentimento de posse. Agir como dono da vida do outro pode ser tentador para quem ama, mas pode ser fatal num relacionamento.
Para os que se encaixam no perfil de ciumentos incorrigíveis, uma boa notícia: ciúme não tem a ver com sentimento de posse. Segundo o psicanalista Paulo Próspero, ter ciúme é algo natural. Ele explica que em todo relacionamento amoroso há uma requisição de prioridade, o que, de maneira bem dosada, é saudável. "A exigência de prioridade está relacionada ao próprio amor, trata-se quase de um pacto de disponibilidade e isso requer atenção contínua", observa.
Ciúmes x Posse
Há uma linha tênue entre o ciúme e o sentimento de posse, que separa tipos de relação bem diferentes. O ponto em comum é o sentimento de perda. É quase impossível não temer a falta de quem se ama, por isso, qualquer sinal de afastamento ou desatenção leva ao questionamento sobre a relação. Na posse, porém, há o sentimento de perda do poder sobre o outro e não do amor.
Quem explica é a psicóloga Nina Maria Góes: "O sentimento de posse nada tem a ver com amor. No ciúme, o foco é o outro. Na posse, o foco sou eu. Uma pessoa possessiva não será sempre ciumenta, porque estamos falando de coisas diferentes". Ela cita como exemplo a relação retratada no filme "Encaixotando Helena", de Jennifer Chambers Lynch. No filme, um renomado cirurgião cria um acidente para que a vítima, por quem era obcecado, seja levada para a casa dele. Com o tempo, ele vai mutilando-a cada vez que pensa na possibilidade de ela escapar. Segundo Nina Maria Góis, esta história extrema chama a atenção para como o sentimento de posse é destrutivo e não condiz com o relacionamento amoroso: "Ele nunca se importou com ela, mas com ele. A posse poderia ser chamada de um autismo afetivo, em que não há comunicação com o outro. Não existe sequer o outro em si. Existe apenas enquanto ele traz algum ganho", afirma.
Fique atenta
Se o controle sobre a vida do outro supera o seu bem-estar, é sinal de que há algo errado. O alerta está para quem impõe este domínio, mas também para quem se deixa levar pelas imposições feitas. O psicanalista Paulo Próspero lembra que não é à toa que o ditado "ninguém é de ninguém" se tornou tão popular. "Mesmo que você queira, não pode ser dono do outro. E para existir a relação é preciso este espaço. O sentimento de posse tira a liberdade de ação do outro. É conseqüência de uma insegurança profunda", observa.
Esta complicada relação entre amor, ciúme e posse pode afetar também amizades e mesmo relações familiares. É comum que amigos entrem em conflito quando o outro começa a namorar. A advogada Mariana Baptista precisou de muito jogo de cintura para não cortar relações com sua melhor amiga, após começar um namoro. Como as duas faziam quase todos os programas juntas, foi difícil para sua amiga dividir seu tempo e atenção com uma outra pessoa. "Ela gostava do meu namorado, mas não conseguia entender que num sábado à noite eu preferia ficar só com ele em casa vendo filme. Dizia que estava com algum problema e eu acabava indo até a casa dela para conversarmos e consolá-la. Brigava comigo por não ser uma boa amiga e eu acabava me indispondo também com meu namorado", conta.
Nestes casos, a lógica que comanda os três sentimentos segue a mesma, explica Paulo Próspero. O ciúme é normal, mas é preciso respeitar a liberdade do outro. "A amizade pode ser vista como uma forma leve de namoro, só que não há sexo. A diferença é que, quando há amor com sensualidade, tudo fica mais forte", pondera.
The end
O sentimento de posse pode se tornar mais evidente em momentos de término. É sempre difícil conseguir se desvincular, tocar a própria vida e deixar que o outro siga com a dele. A administradora de empresas Paula Oliveira demorou a perceber que o namorado não a amava mais e, após terminar, viveu uma relação de idas e vindas durante meses. Toda vez que se propunha a seguir em frente e o ex-namorado percebia, ele a procurava, mas nunca decidido a reatar o relacionamento.
Paula lembra: "O exemplo mais claro para mim foi durante uma festa em que não esperava encontrá-lo. Quando ele chegou de surpresa, estava abraçada com um amigo. Na mesma hora, ele me chamou para conversar. Fez promessas, disse que sentia minha falta. Não ficamos juntos, mas depois da festa telefonei disposta a voltar. A resposta dele foi que voltaríamos a conversar quando ele voltasse de uma viagem com os amigos", conta. Segundo o psicanalista Paulo Próspero, situações como esta acontecem quando o casal não concretiza o término da relação efetivamente. "O fim de um relacionamento acontece quando há um total afastamento. É preciso entender que nada acaba de uma hora para outra. Uma coisa é o término formal e outra o término do amor. Isso requer tempo e o luto tem de ser feito. A pessoa tem de fazer um trabalho interno e psiquico", orienta.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Quando bate A CARÊNCIA...
Quando ela chega, não dá para ignorar. Vem com vontade e requisita toda a atenção. Não tem hora marcada, dia apropriado, nem faz distinção: solteira ou casada, magra ou gorda, alta ou baixa, rica ou pobre. Simplesmente aparece sem ser convidada. E o pior: exige tratamento VIP, com direito a compras desnecessárias, bebidas e chocolates. O nome da visita? Carência. Um sentimento que traz uma sensação intensa de vazio. Como lidar com ela?
Medo da solidão
"Este sentimento está relacionado ao medo da solidão. Muitas pessoas precisam do outro para estarem bem", diz a psicóloga Karen Camargo, que afirma ser normal passar por momentos de fragilidade na vida tanto na infância, quando a criança necessita dos cuidados da mãe, como também na fase adulta. O fato é que não podemos precisar do outro com tanta freqüência. "É impossível que alguém preencha nossa carência 100% do tempo. É necessário que se aprenda a lidar com a vida de uma maneira solitária. Nascemos e morreremos sós", observa.
A psicóloga destaca que, apesar de necessário, aprender a não depender emocionalmente dos outros é dolorido. "A cultura, de certa forma, nos solicita estarmos com alguém. A mulher que não se casa ou namora depois dos 30, por exemplo, fica pra 'titia' na visão da sociedade. É uma cobrança muito grande", diz Karen.
Desamor
Esse alguém do qual "se precisa" não vai estar apenas nos relacionamentos amorosos. Pode estar também nas amizades, na família etc. A carência remete à falta de amor - sentimento que pode ser encontrado e cultivado em vários tipos de relações. "Não quer dizer que a pessoa não receba amor. Trata-se de uma avaliação pessoal, que pode não ser real", comenta o psiquiatra Luiz Alberto Py, autor do livro "Saber Amar".
Segundo Py, ao estar carente a pessoa quer ser amada não só no presente, mas por tudo que já faltou para ela no passado. Ou seja, a carência de cada um depende da história de vida que carrega. Pode ser leve e ser sanada com um colo e cafuné. Ou não. Pode perdurar e sair do controle. Como diz a letra de Cazuza, a pessoa segue "levando em frente/um coração dependente/viciado em amar errado/crente que o que ele sente/é sagrado".
O sentimento de desamor ou falta de atenção do outro torna-se um problema quando não se consegue suprir a necessidade individual idealizada. De acordo com Luiz Alberto Py, quando não se consegue administrar a situação, de duas uma: ou começa a cobrar manifestações de amor ou canaliza isso para outro lugar. Ou seja: compra muito, come demais, fuma, bebe, faz coisas que aliviam o sentimento ruim. Mas não o resolvem.
"Eu não fazia compras de 500 reais de uma vez, mas sempre ia ao shopping, ao cinema, à praça de alimentação. Pelo menos, tinha movimento", conta a jornalista Fernanda Martins que foi para Campinas (SP) estudar Lingüística. Acabou estudando e conhecendo melhor a si mesma, e superando a carência que sentia há dois anos. "Eu me sentia largada, sem referência, o que piorou quando eu e meu namorado terminamos. Descobri que eu era carente mesmo com ele", diz.
A jornalista afirma que, muitas vezes, conversava com as pessoas em busca de ajuda e carinho, mas acabava as afastando porque agia com agressividade. "A gente idealiza muito o cuidado que queremos ter dos outros, a atenção que queremos das coisas e do mundo. Toma atitudes esperando recompensas para aliviar esse sentimento. E elas nem sempre vêm!", explica.
A volta por cima
Depois do tempo em São Paulo, Fernanda diz que percebeu que a carência não iria ser preenchida por alguém, mas por ela mesma, deixando de se cobrar tanto. "Quando queremos muito namorar alguém, por exemplo, fazemos de tudo para prender essa pessoa para não sentir mais um fracasso pessoal. Só que não é dessa forma que a coisa funciona", ressalta. Conclusão a que chegou com o auxílio de uma terapia.
Com as sessões, Fernanda acabou decidindo passar mais tempo sozinha: "Eu precisava me sentir bem, mesmo só. Fui fazendo as pazes comigo". Foi quando tudo melhorou. Hoje morando em Juiz de Fora, ela cita a música "Immature" da Björk: "Como eu pude ser tão imatura/ao achar que ele compensaria/ os elementos faltosos em mim?". Fernanda deixou de sentir carência? Não. Só que quando ela aparece, a moça, no máximo, toma um cafezinho.
Eles sofrem também
Muitas pessoas procuram um terapeuta para lidar com a carência. Isto é, quando resolvem assumir a existência do problema. "É ruim admitir que precisamos do outro para ser feliz ou que temos medo da solidão. Pode ser, para alguns, sinônimo de fraqueza", explica a psicóloga Karen. Difícil não só para mulheres, mas também para os homens que têm dificuldades de expressar sentimentos. Ainda mais em uma época na qual a mulher está mais independente em termos de carreira e dinheiro. "Eles têm sofrido com essa recente segurança financeira feminina, papel anteriormente exclusivo do homem. É incrível o número de homens que procuram terapia hoje em dia", destaca Karen.
O engenheiro Pedro Gomes que o diga! "Não gosto nem um pouco de curtir esses momentos. Procuro imediatamente um amigo para conversar. Não exatamente sobre o que estou sentindo, pode ser sobre qualquer coisa que me distraia um pouco". Ele, que ainda se considera carente, só procurou a terapia recentemente, após o término de um namoro. Se arrepende por não ter feito isso antes. "Fui em busca de uma cura para a dor que estava sentindo. Encontrei então uma pessoa que se esforça bastante para me apresentar a mim mesmo", conta.
Pedro explica que a carência trouxe uma sensação de insegurança na sua relação amorosa, o que o fazia aprisionar uma série de outros sentimentos: "Perdi o foco do que realmente era importante para um namoro saudável". Ele não esconde que cobrava bastante carinho dos amigos e namoradas, e garante que, atualmente, não demonstra esse desejo de maneira intensa. Adota uma postura mais neutra, procurando responder de forma positiva quando as pessoas são carinhosas com ele.
"Ter a imagem de uma pessoa carente não é bom para ninguém, nem para mim", afirma um falante engenheiro que agora consegue conversar mais sobre seu mundo particular. Segundo ele, no final das contas, a carência o fez buscar pessoas que são felizes sozinhas. E descobriu que não era lenda, elas existem e têm um conhecimento enorme sobre si. "É como se elas se conhecessem tão a fundo que sempre soubessem exatamente onde estar, com quem estar, o que fazer, enfim, tudo para que estivessem felizes de verdade".
Ah... A felicidade! Como bem definiu o dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, ela "é uma estação intermediária entre a carência e o excesso". O equilíbrio talvez. Ao contrário da carência, a felicidade é um visitante que ninguém quer mandar embora.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Não sabe o que fazer no cabelo?
Dizem por aí, que os cabelos são a moldura do rosto de uma mulher. Faz sentido. Não à toa, quando enjoamos do que vemos no espelho, não há nada como uma boa sessão no cabeleireiro para reanimar nossa autoestima, certo? Eis cinco sugestões para você revolucionar o visual e viver dias mais belos e felizes!
Cabelos dourados
Todo ano é a mesma coisa: o verão traz mais luminosidade para o vestuário, para a maquiagem e para os cabelos. Nos salões de beleza é uma febre de clareamentos de todos os tipos. Atentos a essa tendência, especialistas ouvidos pelo Bolsa de Mulher dão dicas para quem pretende desfilar por aí com as madeixas aloiradas. Afinal, num ponto todas concordam: as loiras atraem todos os olhares.
Franja
Nos anos 50, Audrey Hepburn lançou moda no mundo inteiro com sua franja pequena e irregular. Na década seguinte, Cher virou sensação ao optar por um formato longo e arredondado. De lá para cá, várias modelos e atrizes aderiram ao visual, ditando moda nos salões de beleza. Katie Holmes, Reese Witherspoon, Kate Perry e Rachel Bilson são apenas algumas que escolheram as franjas. Entre as brasileiras, Vanessa Giácomo, Carol Castro, Carolina Dickmann e Adriane Galisteu se destacam. E você, já pensou na ideia?
Coque trança
Sol e mar são excelentes para o astral, mas criam um verdadeiro caos na sua cabeleira. A umidade do verão deixa os cabelos melados e rebeldes e é praticamente impossível de deixá-los soltos com um visual chique. O que fazer então com os cabelos rebeldes quando a temperatura chega acima dos 40 graus? A solução desse problema é mais fácil do que se imagina. Inspire-se nas famosas de Hollywood e no penteado que está arrasando nos eventos mais high fashion do mundo: o coque de trança francesa. Trata-se de uma mistura de um coque sofisticado com trancinhas francesas bem românticas e boho chic. Além de moderno, é superprático.
Frisados
Um grande sucesso deste verão passa longe dos cabelos lisos. Os frisados, que apareceram em quase todas as passarelas de desfiles nacionais e internacionais nas últimas temporadas, ganharam as ruas. Com garotas-propaganda de peso como Madonna, Lindsay Lohan e Marília Gabriela, na série Cinquentinha, o penteado tem feito a cabeça de muita gente. O look é perfeito para quem tem os cabelos lisos e sem volume.
Visual Alice
Clássico escrito por Lewis Carroll em 1864, Alice no País das Maravilhas, adaptado para o cinema pelo diretor Tim Burton, mal estreou e suas influências já podem ser observadas por aí. Cabelos e makes coloridos, pele pálida, batons vermelhos, sobrancelhas marcadas, as produções têm como inspiração os looks dos personagens de Mia Wasikowska (Alice), Johnny Depp (Chapeleiro Louco), Anne Hathaway (Rainha Branca), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), entre outros. Alguns especialistas profetizam: trata-se de uma antecipação de tendências para o inverno.
Cabelos dourados
Todo ano é a mesma coisa: o verão traz mais luminosidade para o vestuário, para a maquiagem e para os cabelos. Nos salões de beleza é uma febre de clareamentos de todos os tipos. Atentos a essa tendência, especialistas ouvidos pelo Bolsa de Mulher dão dicas para quem pretende desfilar por aí com as madeixas aloiradas. Afinal, num ponto todas concordam: as loiras atraem todos os olhares.
Franja
Nos anos 50, Audrey Hepburn lançou moda no mundo inteiro com sua franja pequena e irregular. Na década seguinte, Cher virou sensação ao optar por um formato longo e arredondado. De lá para cá, várias modelos e atrizes aderiram ao visual, ditando moda nos salões de beleza. Katie Holmes, Reese Witherspoon, Kate Perry e Rachel Bilson são apenas algumas que escolheram as franjas. Entre as brasileiras, Vanessa Giácomo, Carol Castro, Carolina Dickmann e Adriane Galisteu se destacam. E você, já pensou na ideia?
Coque trança
Sol e mar são excelentes para o astral, mas criam um verdadeiro caos na sua cabeleira. A umidade do verão deixa os cabelos melados e rebeldes e é praticamente impossível de deixá-los soltos com um visual chique. O que fazer então com os cabelos rebeldes quando a temperatura chega acima dos 40 graus? A solução desse problema é mais fácil do que se imagina. Inspire-se nas famosas de Hollywood e no penteado que está arrasando nos eventos mais high fashion do mundo: o coque de trança francesa. Trata-se de uma mistura de um coque sofisticado com trancinhas francesas bem românticas e boho chic. Além de moderno, é superprático.
Frisados
Um grande sucesso deste verão passa longe dos cabelos lisos. Os frisados, que apareceram em quase todas as passarelas de desfiles nacionais e internacionais nas últimas temporadas, ganharam as ruas. Com garotas-propaganda de peso como Madonna, Lindsay Lohan e Marília Gabriela, na série Cinquentinha, o penteado tem feito a cabeça de muita gente. O look é perfeito para quem tem os cabelos lisos e sem volume.
Visual Alice
Clássico escrito por Lewis Carroll em 1864, Alice no País das Maravilhas, adaptado para o cinema pelo diretor Tim Burton, mal estreou e suas influências já podem ser observadas por aí. Cabelos e makes coloridos, pele pálida, batons vermelhos, sobrancelhas marcadas, as produções têm como inspiração os looks dos personagens de Mia Wasikowska (Alice), Johnny Depp (Chapeleiro Louco), Anne Hathaway (Rainha Branca), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), entre outros. Alguns especialistas profetizam: trata-se de uma antecipação de tendências para o inverno.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Quando você se apaixona... PELO AMIGO DO SEU EX!
Durante o namoro você conheceu um monte de homens interessantes, com gostos parecidos com os seus, que freqüentavam os mesmo lugares: os amigos do seu ex-namorado. Agora que você está sozinha, esbarra com um deles numa noitada e vem aquela vontade de conhecê-lo melhor, rola a maior sintonia. E aí? Dá pra se envolver com o amigo do ex ou é furada?
Veja bem: o amigo do ex pode ser o próximo homem da sua vida. A publicitária Elis D., 32, está por dentro do assunto. “O namoro já tinha terminado há algum tempo quando passei a encontrar um amigo do meu ex em todo lugar. Começou a rolar um clima entre nós”, lembra ela que tentou evitar mas não conseguiu resistir ao charme do rapaz. “Ficamos a primeira vez e foi maravilhoso. No dia seguinte, nos encontramos para conversar sobre o meu ex e decidimos não levar adiante por respeito ao passado. O problema é que não conseguimos nos evitar e caímos em tentação várias vezes até que começamos a namorar”.
O ex de Elis tomou conhecimento da história da pior maneira possível. “Fomos vistos saindo do cinema de mãos dadas e contaram pra ele, que ficou pê da vida”, revela, dizendo que a amizade entre os dois amigos subiu no telhado. “Meu ex ficou achando que o traímos durante o namoro, mas isso nunca aconteceu. Enfim, paciência: a vida continua e ninguém pode te impedir de viver um grande amor”, diz ela.
A vida é uma só
O que os olhos não vêm o coração não sente, diz o ditado. A jornalista Sandra M., 30, assina embaixo. Ela viveu um romance com o melhor amigo do namorado enquanto eles estavam juntos. “Foi mais forte do que tudo. A gente se aproximou muito, conversando, trocando confidências. Ele me dava chocolates, me buscava no trabalho. Até que um dia, ao nos despedirmos, ficamos meia hora abraçados”, lembra Sandra que, naquele dia, conseguiu resistir. Mas no seguinte... “Ficamos e foi bom demais. Transamos. Foi uma coisa de louco”, conta ela que não se arrepende dizendo que a vida é uma só. “Não machucamos ninguém: meu namorado nunca ficou sabendo e os dois são melhores amigos até hoje”, revela, já "curada" da paixão.
Há quem prefira lutar contra os sentimentos para não magoar o outro. É o caso da estudante de moda Silvia A., 27, que correu do amigo do ex, apesar de ele ser interessantíssimo. “Nos encontramos em um restaurante e ele me contou tudo sobre meu ex-marido: disse que ele estava muito bem, namorando, feliz. Depois emendou uma cantada, dizendo que eu também parecia ótima e muito gata”, lembra a estudante, que sentiu vontade de beijar o amigo do ex, mas resistiu. “Eu dei um desculpa e saí de fininho. Podem passar mil anos, mas nunca vou ficar com nenhum amigo do meu ex-marido por um motivo muito simples: não faço com o outro o que não gostaria que fizessem comigo”, defende.
Para a psicóloga Tahys Araújo, do convívio com os amigos do ex pode, sim, surgir uma atração. “Em situações assim, verifique se há interesse pela parte dele, se seria uma relação importante e com sentimento verdadeiro e quais as implicações de investir nesse romance”, pondera a psicóloga, lembrando que o passado precisa ser respeitado, mas o presente não pode ser ignorado. “O ideal é avaliar se seria possível todos conviverem de forma. Há que se pensar também no grau de amizade entre eles e as implicações de investir nessa relação. E em que tipo de namoro se tinha com o ex, se foi sério, com grande envolvimento ou um namoro sem compromisso”, explica Tahys.
Contar ou não contar?
Se a história de amor com o amigo do ex começar, devemos contar ou não a ele? “Se for uma relação amistosa e civilizada vale a pena contar em respeito e consideração à pessoa. Do contrário teria que se pensar nas reações dele e se o novo casal acha confortável. Há necessidade?”, observa a psicóloga, lembrando ainda a questão do sentimento de posse. “O sentimento de posse independe de ser homem ou mulher, mas da personalidade e da forma como a pessoa aprendeu a se relacionar. A ruína da amizade dependerá da intimidade que se tem”, conclui.
Veja bem: o amigo do ex pode ser o próximo homem da sua vida. A publicitária Elis D., 32, está por dentro do assunto. “O namoro já tinha terminado há algum tempo quando passei a encontrar um amigo do meu ex em todo lugar. Começou a rolar um clima entre nós”, lembra ela que tentou evitar mas não conseguiu resistir ao charme do rapaz. “Ficamos a primeira vez e foi maravilhoso. No dia seguinte, nos encontramos para conversar sobre o meu ex e decidimos não levar adiante por respeito ao passado. O problema é que não conseguimos nos evitar e caímos em tentação várias vezes até que começamos a namorar”.
O ex de Elis tomou conhecimento da história da pior maneira possível. “Fomos vistos saindo do cinema de mãos dadas e contaram pra ele, que ficou pê da vida”, revela, dizendo que a amizade entre os dois amigos subiu no telhado. “Meu ex ficou achando que o traímos durante o namoro, mas isso nunca aconteceu. Enfim, paciência: a vida continua e ninguém pode te impedir de viver um grande amor”, diz ela.
A vida é uma só
O que os olhos não vêm o coração não sente, diz o ditado. A jornalista Sandra M., 30, assina embaixo. Ela viveu um romance com o melhor amigo do namorado enquanto eles estavam juntos. “Foi mais forte do que tudo. A gente se aproximou muito, conversando, trocando confidências. Ele me dava chocolates, me buscava no trabalho. Até que um dia, ao nos despedirmos, ficamos meia hora abraçados”, lembra Sandra que, naquele dia, conseguiu resistir. Mas no seguinte... “Ficamos e foi bom demais. Transamos. Foi uma coisa de louco”, conta ela que não se arrepende dizendo que a vida é uma só. “Não machucamos ninguém: meu namorado nunca ficou sabendo e os dois são melhores amigos até hoje”, revela, já "curada" da paixão.
Há quem prefira lutar contra os sentimentos para não magoar o outro. É o caso da estudante de moda Silvia A., 27, que correu do amigo do ex, apesar de ele ser interessantíssimo. “Nos encontramos em um restaurante e ele me contou tudo sobre meu ex-marido: disse que ele estava muito bem, namorando, feliz. Depois emendou uma cantada, dizendo que eu também parecia ótima e muito gata”, lembra a estudante, que sentiu vontade de beijar o amigo do ex, mas resistiu. “Eu dei um desculpa e saí de fininho. Podem passar mil anos, mas nunca vou ficar com nenhum amigo do meu ex-marido por um motivo muito simples: não faço com o outro o que não gostaria que fizessem comigo”, defende.
Para a psicóloga Tahys Araújo, do convívio com os amigos do ex pode, sim, surgir uma atração. “Em situações assim, verifique se há interesse pela parte dele, se seria uma relação importante e com sentimento verdadeiro e quais as implicações de investir nesse romance”, pondera a psicóloga, lembrando que o passado precisa ser respeitado, mas o presente não pode ser ignorado. “O ideal é avaliar se seria possível todos conviverem de forma. Há que se pensar também no grau de amizade entre eles e as implicações de investir nessa relação. E em que tipo de namoro se tinha com o ex, se foi sério, com grande envolvimento ou um namoro sem compromisso”, explica Tahys.
Contar ou não contar?
Se a história de amor com o amigo do ex começar, devemos contar ou não a ele? “Se for uma relação amistosa e civilizada vale a pena contar em respeito e consideração à pessoa. Do contrário teria que se pensar nas reações dele e se o novo casal acha confortável. Há necessidade?”, observa a psicóloga, lembrando ainda a questão do sentimento de posse. “O sentimento de posse independe de ser homem ou mulher, mas da personalidade e da forma como a pessoa aprendeu a se relacionar. A ruína da amizade dependerá da intimidade que se tem”, conclui.
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