terça-feira, 1 de julho de 2014

Candidíase: Uma luta que pode ser vencida



Um dia você acorda e sente uma coceira intensa. Sente que algo não está certo, e decide olhar com um espelhinho. Se depara com sua vagina avermelhada, inchada, irritada e, provavelmente, com um corrimento branco como leite coalhado. Você nunca teve isso na vida, mas infelizmente, há 98% de chance de você estar com candidíase.




Candidíase é uma doença comum, principalmente em nós mulheres. Não é considerada uma DST, mas você pode infectar seu parceiro e ele à você através do sexo, porém ambos podem desenvolver essa infecção sem qualquer contato sexual. Diz a lenda que toda mulher terá pelo menos um episódio de candidíase ao longo de sua vida. Ela é causada pelo micro-organismo cândida albicans, que existe em nosso corpo em equilíbrio com nossa flora vaginal e intestinal. A cândida é encontrada até na boca e no estômago. Porém, quando algo não vai bem com nosso corpo, ela se desequilibra e se prolifera, causando fungos e infecção.

Por ser uma doença comum, o tratamento também é simples. Pomadas e comprimidos amenizam os sintomas, e 'curam' a infecção. O problema é quando a infecção se torna recorrente, e sempre volta poucos dias depois que o tratamento termina. O desespero toma conta, e nos sentimos condenadas a uma vida de coceira, dor e sem sexo. O grande erro, caras leitoras, é achar que podemos CURAR essa doença.

Pra começar, temos que colocar uma coisa na cabeça: NÃO EXISTE CURA. Calma, não precisa arrancar os cabelos, eu vou explicar. Tudo que você usar é paliativo: pomadas, cremes, comprimidos de fluconazol, itraconazol, cetoconazol, chás e banhos de assento. Essas coisas só servem para te ajudar a eliminar o excesso de fungo no seu corpo e amenizar os sintomas, mas quem reequilibra e controla a cândida é o seu organismo. A cândida se aproveita do seu sistema imunológico fraco e se prolifera. Por isso, para vencer essa luta, você tem que cuidar de você mesma. Para isso, vou indicar alguns passos para te ajudar nessa guerra, mas passos simples que não são difíceis de seguir:

PS: Isso não se aplica a mulheres que tem um sério problema de imunidade. A causa da candidíase recorrente deve ser investigada profundamente, incluindo exames de sangue, pois diabetes e até mesmo o HIV podem estar por trás dessas infecções. Porém, isso envolve apenas 10% dos casos. 

1º - Tristeza e Desespero

A candidíase se alimenta das suas lágrimas. Não ria, é sério. Quando a candidíase retorna, e você fica destruída, e o desespero e a tristeza geram estresse. Isso faz com que seu já abalado sistema imunológico piore. A candidíase voltou, mas não é uma doença séria, não vai te matar, e tem solução. Não chore, seja forte e tente se acalmar.

2º - Alimentação

Não adianta se entupir de pomadas se você não colaborar com seu organismo para vencer a infecção. Como comentei anteriormente, os remédios ajudam a eliminar os fungos do corpo, mas quem vai reequilibrar a cândida safada é seu organismo. Se a candidíase apareceu, é porque ele não está bem. Por isso, coma direito: frutas, verduras, grelhados, refeições de 3 em 3 horas e coma devagar. É importante também tomar MUUUUUITA ÁGUA. Dois litros por dia pelo menos, e faça bastante xixi, que limpa os rins e as bactérias ruins da bexiga, o que pode ajudar caso você esteja com dor na uretra por causa da candidíase também.

Quanto aos doces, muitos afirmam que ao fungo se alimenta de açúcar e carboidratos, incluindo pão, macarrão, biscoitos, etc. Vi pessoas dizendo que cortaram tudo que fosse carboidrato da alimentação, mas sinceramente, não é pra tanto. Se você não está, tipo, há uns 3 anos com candidíase e precisa seriamente desintoxicar o organismo, relaxe. Aconselho a equilibrar sim sua dieta. Mas pode comer um docinho uma vez por semana, comer um macarrãozinho no domingo e um pão no café da manhã. Desde que você se alimente bem e inclua legumes, verduras e frutas na sua dieta, não há problema algum em comer carboidrato equilibradamente. Acredito que cortar as delícias da sua vida só vai contribuir para a tristeza, o que não vai ajudar no tratamento. Além disso, é muito difícil seguir a risca essas dietas para candidíase que você encontra na internet, e a tentativa só vai desgastar você. O objetivo é fortalecer o sistema imunológico. Uma alimentação equilibrada já vai fazer isso.

3º - Vitamina C, Yakult e Iogurte Natural

Vi muitas mulheres afirmarem na internet que Yakult tem lactobacilos, mas também tem açúcar demais então não adianta usá-lo para combater a candidíase, e que é melhor optar pelo iogurte natural que ele sim tem lactobacilos. Sinceramente, fui atrás de iogurte natural nos supermercados e nenhum deles afirmava em seus rótulos ter lactobacilos vivos como no Yakult. Não sei se sou leiga demais em nutrição, mas pra eu acreditar que o negócio tem os lactobacilos que eu preciso, tem que estar escrito, ok! Vi que algumas pessoas aconselharam a fazer iogurte em casa a partir do leite, mas achei muito difícil e desnecessário. Então minha conclusão é a seguinte:

- pode incluir o iogurte natural na dieta, ele é azedo mas é excelente para o intestino, um dos grandes responsáveis pela nossa nutrição e absorção de nutrientes, que uma pessoa com infecção precisa;
- tá escrito no rótulo que tem lactobacilos vivos, então tocha o Yakult pra dentro, porque os lactobacilos equilibram tanto a flora intestinal quanto a vaginal.... e o açúcar, que se dane... vai te fazer bem, tome pelo menos um frasquinho por dia SEMPRE (tem mulheres que até mesmo inserem Yakult na vagina, eu não tentei, mas se você quiser tentar dizem que ajuda a amenizar  a coceira);

Quanto à vitamina C, ela ajuda a melhorar a resistência, o que vai contribuir para o fortalecimento da sua imunidade. Compre daquelas efervescentes, e tome uma dose por dia. Associando a vitamina C com o Yakult, você estará dando a munição que seu organismo precisa para colocar a dona cândida no lugar dela, bem quietinha e controlada no organismo. 

A vitamina C é barata, popular e super necessitada pelo corpo, mas você pode associar outros polivitamínicos também, de sua preferência. Vitamina é bem vinda sempre.

4º - Higiene

Isso é de praxe. Não que uma menina que tem candidíase seja porca, mas é preciso uns cuidados a mais quando desenvolvemos essa infecção. Usar calcinhas de algodão SEMPRE (deixem as de seda e renda pra noites de amor e exibição momentânea). Lavar bem as calcinhas, e secar ao sol. Antes de usar, passe elas com ferro para matar as possíveis bactérias que ainda possam estar nela. Mas não vai vestir ela quente, hein! Espere esfriar, pra não abafar sua genitália. 

Quando usar o banheiro, limpe de frente para trás, e não esfregue o papel para não irritar a pele. Pressione delicadamente. Quando tomar banho, lave bem tirando todo o excesso de secreção vaginal, de preferência com sabonete neutro ou infantil. Os sabonetes íntimos tipo Dermacyd possuem muito perfume e talvez agridam ainda mais a mucosa da sua vagina, então eu prefiro evitar embora digam que ele ajuda.

Tente dormir sem calcinha. Se estiver frio, compre uma calça comprida leve e larguinha para não encostar na sua genitália enquanto dorme. No calor, durma de camisetões ou camisolas, permitindo uma ventilação direta na vagina.

Nunca use protetores diários, tipo Carefree. Absorventes, prefira os externos daqueles que a gente cola na calcinha, pois os internos podem contribuir para infecções. Além disso, use absorventes somente quando o fluxo menstrual estiver muito intenso. Nos últimos dias da menstruação, que fica saindo só uma borrinha, opte por não usar mais absorvente e deixar manchar a calcinha mesmo. Eu sei que a mancha não sai fácil, mas separe umas calcinhas mais velhinhas especialmente para esses dias. O fluxo é tão pequeno que não vai passar da calcinha, e a diminuição do uso do absorvente vai permitir melhor ventilação da sua vagina.


5º - Consultar o ginecologista e seguir à risca o tratamento

Sim, isso mesmo. O tratamento com pomadas e comprimidos vai eliminar os fungos existentes na sua vagina. Esse tratamento não garante que a candidíase não vai voltar, mas você precisa dele pra aliviar os sintomas e acabar com o corrimento enquanto luta para melhorar sua imunidade. É seu organismo que vai equilibrar a cândida novamente.O ginecologista, geralmente, não explica isso. Prescreve o tratamento paliativo achando que foi só um momento de desequilíbrio que vai passar. Mas você tem que entender que só a pomada e o comprimido não são suficientes. É preciso melhorar sua saúde, porque isso sim vai equilibrar seu corpo novamente. E nada de parar os tratamentos na metade, pois realmente isso pode fortalecer o fungo. Siga à risca até o final.


6º - Exercícios Físicos

Uma das causas da candidíase é a obesidade. Cuidar do corpo inclui mantê-lo em movimento. Se exercitar desestressa, e contribui muito para o fortalecimento da imunidade. Não precisa fazer nada pesado, como musculação. Uma caminhada de meia hora todos os dias já garante uma melhora enorme. Pular corda, fazer ioga, alongamentos, coisas simples e eficazes. Sei que quando estamos com a coceira da candidíase, é muito ruim se exercitar. Parece que assa a gente, e arde e coça ainda mais. Mas isso é por causa do atrito e do possível suor. Você tem que ser forte e se exercitar mesmo assim. Quando chegar da caminhada, é só tomar um bom banho e relaxar, que a ardência passará.


7º - Banhos de assento, alho, limão, bicarbonato de sódio e chás

E toda a coletânea sobre cura natural da candidíase? É válida também. Como eu disse, tudo é paliativo, mas quem cura mesmo a candidíase é nosso próprio organismo que precisa se reequilibrar. 

Os banhos de assento são bons para aliviar ardência e coceira quando não temos acesso às pomadas, por exemplo. Mas se você não se alimentar direito e se exercitar, eles não vão adiantar nada. Assim também acontece com os chás e o uso do bicarbonato de sódio e limão. Eles são bons e ajudam, mas não adianta se entupir de chá de orégano e enfiar limão na vagina, se você não nutrir seu corpo com vitaminas e alimentação correta. 

O alho é legal, porque ele realmente é muito rico quando o assunto é nutrição. Porém, é muito difícil consumi-lo cru. Tentei engolir ele cru, e me deu uma azia danada. Nem tente as cápsulas de alho, elas não ajudam em nada e não tem a mesma eficácia do alho natural. Uma dica legal é colocá-lo cru e amassado nas saladas. Mas é claro que ele também não vai te curar sozinho. Você tem que associá-lo à todas as dicas anteriores.


8º - Sexo e Parceiro

É claro que quando você estiver em crise, deve evitar o contato sexual. Não só pelo parceiro, mas também porque sua vagina está irritada e dolorida, sem condições de te dar prazer no ato. Sexo só vai deixá-la pior. Porém, quando estiver se sentindo melhor (e não estiver fazendo uso de cremes vaginais), pode voltar a transar com cuidado. Aconselho o uso de camisinha por pelo menos um mês depois da melhora dos sintomas, para que nenhum fungozinho que restar na sua vagina infecte seu parceiro que poderá te infectar novamente depois. Além disso, o parceiro (se for fixo) deve tomar os tais de fluconazóis, itraconazóis ou cetoconazóis da vida junto com você também para não haver perigo dele se tornar hospedeiro (ter o fungo, mas não os sintomas) e viver te reinfectanto.Mas transar é bom, melhora a auto estima, o relacionamento do casal e é um exercício físico excelente.


Levando em conta tudo isso, tenho certeza que esse pesadelo da candidíase acabará. Mas pra que ela não volte, é importante que você tome isso como uma religião. Essa mudança de hábitos é para sempre, e só vai te fazer bem. Acima de tudo, mantenha o coração leve e a atitude positiva. Não existe melhor remédio que a calma e a felicidade.

Lembrando que, quando a candidíase está melhorando, o corpo expele os fungos. O corrimento branco pode se tornar amarelado e menos intenso. Isso acontece porque os remédios fizeram efeito e estão matando e eliminando as placas de fungos. Muitas vezes não percebemos isso porque usamos cremes vaginais, e os fungos são expelidos juntamente com eles. Mas se você não estiver fazendo uso de creme vaginal, e tiver apenas tomado o comprimido, e perceber esse corrimento mais amarelado junto com a melhora dos sintomas, sorria, os malditos fungos estão morrendo.


Boa sorte meninas!

Jakisses!!!


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Mito ou Verdade: Saiba mais sobre saúde feminina



1- Calça jeans apertada provoca corrimento.

VERDADE: o uso de calças jeans muito apertadas podem dificultar a adequada aeração da região genital e causar problemas na região. "Isso, sobretudo nos climas mais quentes, pode causar desconforto perineal pelo aumento da transpiração local, o que pode aumentar a ocorrência de dermatites nessa região e corrimento", afirma Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp.

2- É necessário passar o fundo da calcinha ou ferve-la para evitar doenças. 

PARCIALMENTE VERDADE: não é preciso ferver a calcinha para evitar doenças, mas passá-la pode ser uma boa ideia. Mas, se for a primeira vez que for usar a calcinha, é melhor lavá-la antes, Além disso, existem outros cuidados especiais que se pode ter com as peças íntimas. "Usar sabão o mais neutro possível, evitar misturar com outras roupas, passar a ferro (ao menos o fundo da calcinha), e deixa-la em um local arejado para secar", recomenda Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein.

3- Calcinhas não devem ser secas no banheiro. 

VERDADE: muitas mulheres têm como hábito lavar a calcinha durante o banho. O problema aí não está na lavagem, mas, sim, na secagem: "Se for lavar a calcinha durante o banho, não a deixe pendurada no banheiro, pois é um lugar úmido que favorece a proliferação de fungos. Logo ao terminar, leve-a a um local arejado para secar", explica Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein.


4- O sabonete íntimo é igual ao sabonete comum.

MITO: a diferença principal entre o sabonete comum e o íntimo está no pH: o comum tem um pH neutro, enquanto o íntimo tem um pH ácido. Isso faz com que os sabonetes íntimos tenham um grau de acidez semelhante ao da região genital, reduzindo as chances de irritação na vagina.


5- Absorventes perfumados podem provocar alergia. 

VERDADE: os produtos utilizados para deixar o absorvente perfumado podem causar irritação em algumas mulheres. "Naturalmente, não é toda mulher que terá alergia, mas especialmente aquela com sensibilidade maior. Assim, quanto menos perfume houver, melhor", diz Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein.


6- Calcinha de algodão é melhor do que as com tecidos sintéticos. 

VERDADE: isso pela simples questão de facilitar a aeração do períneo. "As calcinhas 100% algodão facilitam a evaporação da umidade local, colaborando para manutenção do equilíbrio da região genital", afirma Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp.


7- Lencinhos umedecidos para a região íntima podem ser usados todos os dia. 

MITO: apesar de práticos, não é recomendável a utilização diária dos lencinhos umedecidos para a região íntima, pois podem causar irritação e coceira. O melhor é deixá-los na bolsa e guardá-los para uma situação de emergência


8- Dormir sem calcinha ajuda a prevenir infecção vaginal. 

VERDADE: a vagina é um local úmido que precisa de ventilação. Como no dia a dia é comum as mulheres usarem calças jeans e roupas sintéticas, a região não tem uma ventilação ideal. Resultado: a vagina fica abafada, facilitando a proliferação de bactérias e fungos. Assim, para prevenir irritação, ardência e infecções, por exemplo, é recomendável que se durma sem calcinha com a maior frequência possível. Também é importante evitar lingeries apertadas! 


9- Absorvente interno pode provocar cólicas ou ferimentos. 

MITO: por ser de uso interno, muitas pessoas têm receio de utilizar esse tipo de absorvente. Mas a verdade é que são seguros e confortáveis. "Se usado corretamente, o absorvente não tem como provocar atrito, ferimento e muito menos cólica. Entretanto, se usado numa posição muito baixa (abaixo do "anel" muscular da vagina), ele incomoda muito e pode, sim, levar a lesões da mucosa vaginal", explica Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein.


10- Coceira vaginal é normal. 

MITO: coceira vaginal nunca é normal! Ela pode indicar uma série de problemas, como alergia, DSTs, processos irritativos por algum produto externo, parasitoses, infecção por HPV e doenças como psoríase e dermatites. Por isso, é importante investigar.


11- Usar papel higiênico perfumado causa irritação. 

VERDADE: tanto o perfume como a tinta do papel higiênico podem agredir a mucosa vaginal e irritá-la, especialmente em mulheres que tenham mais sensibilidade. E isso pode causar problemas como ardência, coceira, dor ao urinar e dor na relação sexual. Assim, o mais indicado é escolher os papéis brancos e sem perfume.


12- Ficar com o biquíni molhado por muito tempo causa corrimento. 

VERDADE: "Usar um biquíni molhado por muito tempo pode causar mais frequentemente irritação na vulva e nos genitais externos, principalmente na região da virilha", aponta Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp. Isso porque a umidade favorece a proliferação de fungos e bactérias.


13- Protetor de calcinha pode ser usado diariamente. 

MITO: muitas mulheres acreditam que o protetor de calcinha é uma ótima opção para se manterem secas e confortáveis. Mas a verdade é que o protetor, quando usado diariamente, deixa a região da vagina mais quente e úmida. "Isso favorece fungos e bactérias, além de diminuir as defesas vaginais. Como alternativa, o ideal é trocar de calcinha durante o dia", afirma Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein.


14- Os pelos pubianos devem ser aparados regularmente. 

VERDADE: para manter a higiene, os pelos pubianos devem ser aparados de vez em quando, mas não com muita frequência, pois eles são um importante mecanismo de proteção dos genitais. "Eles devem ser aparados para não dificultarem a adequada aeração perineal, mas também não tanto que prejudique a proteção da região", explica Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp.


15- Um fluxo que passa a ser muito intenso ou com maior duração pode ser indício da presença de um mioma. 

VERDADE: a intensidade e a duração do fluxo pode variar de mulher para mulher e até mesmo de ciclo para ciclo. Mas se a mudança é muito intensa, ou então se torna frequente, é preciso atenção, pois pode sim ser sinal de mioma ou ainda de outros problemas. "As mudanças devem sempre ser levadas ao conhecimento do ginecologista para melhor elucidação diagnóstica, muitas vezes com a necessidade de exames complementares", recomenda Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp.


FONTE: UOL

sexta-feira, 6 de junho de 2014

O que fazer para seu cabelo crescer mais rápido

Conselhos-para-que-o-cabelo-cresça-rápido-1

Para algumas mulheres é um verdadeiro tormento fazer com que o cabelo cresça forte e saudável, e com aquele volume que todas desejamos. Os motivos podem ser vários, como falta de hidratação, ou também porque eles não estão bem cuidados.

Mas fique com calma, que hoje vou lhe passar alguns conselhos para que o cabelo cresça rápido, forte e bem bonito. Você poderá usar estes truques para qualquer tipo de cabvelo, e com a constância no tratamento, você poderá observar os resultados.

Escove o seu cabelo regularmente
Este é um dos conselhos mais simples e quase parece um absurdo falar disso, mas você precisa ter em mente que a cada dia, deve escovar o cabelo umas 3 vezes. Sim, isso mesmo: 3 vezes ao dia você irá escovar os cabelos, mas com muito carinho e cuidado. Ao fazê-lo você irá massagear o couro cabeludo, estimulando o crescimento do cabelo.

Corte as pontas do cabelo
Cortar as pontas do cabelo é uma recomendação de quase todo cabeleireiro, mas que a gente nem sempre segue. Precisamos cortar as pontas do cabelo a cada 3 ou 6 meses para dar maior força ao crescimento. Além disso, lembre-se de que tudo aquilo que está feio nas pontas, acaba tirando hidratação da raiz do cabelo, que é o importante.

Massagens com óleo quente
As massagens com óleo quente ajudam a restaurar muito o seu cabelo. Mas é claro que você não pode usar qualquer tipo de óleo, precisa ser um óleo hidratante e natural, como o óleo de amêndoas. Faça massagens no couro cabeludo durante alguns minutos e pronto, com o tempo seu cabelo estará mais sedoso e suave.

Faça uma máscara com claras de ovo
O ovo é uma das opções que não falha (e isso sabe todo mundo que levou ovo na cabeça na formatura). As claras do ovo ajudam a acelerar o crescimento do seu cabelo. Para fazer a máscara, coloque uma ou duas claras numa tigela (a quantidade depende do seu cabelo) e bata-as bem, depois aplique-as no seu cabelo e deixe-as atuar por algumas horas. Depois lave bem o cabelo e pronto.

Seja constante no cuidado do seu cabelo e ele irá responder com a sua beleza.

FONTE: IMulher

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Malévola, Frozen e Valente: O amor entre mulheres começa a despontar

Malévola, Frozen e Valente: o amor entre mulheres começa a despontar


As animações Disney foram e continuam a ser uma forte influência na infância de muita gente; as meninas, na maioria das vezes, são ensinadas a desejar a realeza inquestionável do “ser princesa”. Para além da quantia exorbitante de dinheiro movimentado em brinquedos e merchandise com os personagens dos desenhos e filmes, a Disney traz à tona questões pertinentes à subjetividade humana: padrões de beleza, estereótipos sexuais e a heterossexualidade compulsória estão presentes em todos os contos de fadas da Disney, que muitas vezes ensinaram às garotas que príncipes são necessários para que elas sejam salvas e tenham um final feliz.

Ultimamente, a Disney tem feito o que por muitas décadas se recusou a concretizar: a indústria tem criado personagens femininas fortes e que existem em tramas variadas, que não giram em torno de conseguir um homem. Pelo contrário, os mais recentes filmes, como Valente, Frozen e Malévola, mostram histórias em que amor verdadeiro existem entre mulheres, que não apenas mantêm relacionamentos únicos e profundos, mas ajudam e salvam umas às outras.

Há outros desenhos Disney que contam histórias de protagonistas femininas fortes e corajosas, como “Pocahontas”, que impede uma guerra, ou “Mulan”, que salva seu país de uma invasão. No entanto, seus relacionamentos ainda se constituíam entre pares românticos e figuras paternas; por muito tempo, a imagem da mãe foi colocada de lado, substituída por madrastas cruéis e invejosas. Essa corrente foi rompida com o lançamento de “Valente”, que além de contar com uma princesa quase totalmente fora dos padrões, apresentou um relacionamento entre mãe e filha como foco do enredo. Já em “Frozen”, a narrativa emocionante gira em torno da amizade de duas irmãs, surpreendendo com uma das maiores quebras de paradigmas dos contos de fadas: o ato de amor verdadeiro para o fechamento da trama não era o beijo de nenhum dos galãs, mas sim a coragem de uma irmã se arriscar pela outra.


Em “Malévola”, mais recente estreia da Disney, muita coisa é desconstruída: a clássica vilã é transformada em uma personagem multidimensional, complexa e com uma história profundamente tocante. Violentada e traída pelo homem que amava, Malévola encontra em outra figura feminina a descoberta do amor verdadeiro e a sua redenção. Assim como em “Frozen”, o príncipe é deixado para o final, como uma espécie de complemento para que o desfecho seja feliz em todos os aspectos, mas certamente há muito para ser apontado como avanço.


Para aqueles que consideram frívolos os debates sobre filmes Disney, a pertinência dos contos de fadas na formação subjetiva de meninas e meninos já foi investigada em diversos livros e pesquisas acadêmicas, expondo a criação e manutenção de padrões e costumes sociais. A representatividade é importante; é por isso que a Disney, que se mantém como a mais importante companhia de entretenimento infantojuvenil, ainda tem um longo caminho pela frente. “Valente”, “Frozen” e “Malévola” continuam trazendo exclusivamente mulheres brancas e magras como heroínas. Ao considerarmos então a questão da inclusão de personagens com deficiência, o quadro fica bem pessimista. Isso tudo influencia a autoestima de milhares de crianças, que são expostas aos contos da Disney desde a mais tenra idade, mas não se encaixam nesses padrões e não se enxergam nos enredos.


Apesar de tudo, é revigorante saber que já estão disponíveis obras de ficção da Disney que dialogam melhor com as realidades das meninas, mostrando relacionamentos cheios de sentimentos entre mães e filhas, irmãs e amigas e provando que mulheres podem e devem contar umas com as outras. Mulheres também podem ser fortes, guerreiras e capazes de enfrentar monstros – tanto os fictícios quanto os simbólicos, como relacionamentos abusivos e crises existenciais.


É importante lembrar que esse tipo de mudança também é extremamente positiva para garotos e homens. Enxergar mulheres como seres humanos independentes e dotados de força auxilia uma formação menos machista e dominadora, que também abrirá espaço para que esses homens escapem dos rígidos padrões de masculinidade. E, ao contrário do que pensam os misóginos, muita gente quer blockbusters com mulheres protagonistas. O sucesso estrondoso de bilheteria de “Malévola” e “Frozen” não mente: existe uma grande audiência interessada em vilãs complexas, que roubam a simpatia do público, e mocinhas autônomas e habilidosas. Afinal, muitas mulheres reais são assim.


Crédito da foto: DivulgaçãoFONTE: Revista Fórum - Jarid Arraes

terça-feira, 27 de maio de 2014

10 Comportamentos machistas disfarçados de coisas Naturais

1. Divisão de tarefas
Num mundo em que mulheres e homens trabalham fora, por que cabe a elas fazer o serviço doméstico quando chegam em casa? Já pensou que talvez as mulheres sejam as únicas a saber cozinhar simplesmente porque seus companheiros nunca tentaram e elas foram treinadas pra isso a vida toda?

2. Mulher no volante...
Machista ao extremo a famosa expressão. Se algumas mulheres são inseguras no volante, é porque os pais não nos ensinam a dirigir desde a infância como aos filhos homens. Além de tudo, o dito é mentira: pesquisas mostram que, no Brasil, mulheres se envolvem muito menos em acidentes de carro do que homens e raramente em acidentes fatais.

3. Fiu-fiu
Sei que esta opinião é polêmica, mas repito: cantada na rua não é elogio, é manifestação de poder. Cantada é ótima quando é bem-vinda. Na rua, partindo de um estranho, só causa medo.

4. "Ela tá querendo"
Por Deus, há mil razões pelas quais uma mulher usaria roupas curtas e a primeira delas é conforto. Por que quando um homem mostra o corpo é calor e quando uma mulher mostra é um chamado ao sexo?

5. Deus é homem
Quando a Bíblia diz que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, está falando da espécie humana e não do homem enquanto gênero. Deus, na verdade, é um espírito e, como tal, não tem sexo. Projetar a imagem de Deus como um homem barbudo apenas coloca mais um homem em posição de poder.

6. Mulatas são sexy
Essa ideia vai muito além do machismo: é preconceituosa. Ela deriva de uma época horrorosa no Brasil em que os senhores iam à senzala estuprar as escravas, de quem tomavam todo seu prazer, já que a mulher branca, a esposa, era uma figura "límpida" que não deveria ser manchada pelo sexo (óh, céus, alguns homens ainda pensam assim e pior: já saí com alguns deles!). Se uma mulata é sexy, essa é uma qualidade dela enquanto indivíduo e não enquanto grupo social.

7. Mulher não precisa ter orgasmo em toda relação sexual
Vai dizer que nunca teve um parceiro que gozava, virava e dormia? Camaradas, é muito possível para as mulheres atingir o orgasmo em todas as relações e, às vezes, mais de uma vez - você só precisa se dedicar ao prazer dela tanto quanto se dedica ao seu. E, se ela nunca chegou lá ainda por alguma razão (algumas mulheres têm sua sexualidade reprimida a vida toda, pode ser mesmo mais difícil para elas), é importante ter paciência e deixar ela ir guiando o caminho.

8. É difícil ser mãe e trabalhar
E ser pai e trabalhar não é? Exceto pela fase da amamentação, não vejo porque uma mãe teria mais dificuldades em trabalhar do que um pai. As tarefas com os filhos devem ser igualmente dividida pelos dois, pelo bem da criança, dos pais e, em alguns casos, do relacionamento do casal.

9. Toda lésbica é masculinizada
Essa me revira o estômago! Alguns machistas parecem ter a necessidade de dizer que mulheres que não gostam deles só podem desejar ser como eles! Claro que não! Há tantas variáveis de lésbicas quanto há de indivíduos heterossexuais. A maioria das que eu conheço, por exemplo, se veste exatamente como as mulheres heterossexuais. Uma de minhas melhores amigas, aliás, gosta muito mais de pulseiras e brincos do que eu, que sou heterossexual.
E se vestirem-se como um ou outro entende como "jeito masculino", honestamente: o que você teria a ver com isso?

10. Homem paga a conta
Não vejo porque essa regra seria justa a não ser por duas razões: o camarada ganha mais do que você ou foi ele quem te convidou. De resto, se você convidou, você paga, se ganha mais, você paga, e se nenhum dos demais se aplica, acho justo dividir a conta. Essa é uma herança dos tempos em que mulheres não podiam trabalhar (reconheço que a maioria das mulheres ganha menos que os companheiros hoje, e, talvez, uma divisão proporcional seja o ideal para a maioria dos casais).


Fonte: Brasilpost

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Momento Mulherzinha: Cinquenta Tons de Cinza

Hey pitchulas lindas!

Hoje vamos conversar um pouquinho sobre o livro Cinquenta Tons de Cinza. Se você ainda não leu, cuidado! Essa matéria contém Spoilers.



Por que Cinquenta Tons de Cinza está no Momento Mulherzinha? Simplesmente porque se trata de um conteúdo totalmente voltado para MULHERES. Eu chamaria Cinquenta Tons de Cinza de pornô feminino, mas um pornozinho light. Um homem acostumado com a tag 'anal giratório' no redtube não ia curtir de forma alguma o conteúdo erótico que esse livro traz. Como esse blog é livre para todas as idades, não vou entrar em detalhes sobre o erotismo do livro, mas vou focar nas minhas impressões sobre a história.

Cinquenta Tons de Cinza na verdade é só o primeiro livro de uma série de três. Eu só li o primeiro e um pedaço do primeiro capítulo do segundo. Então esse post só vai refletir as impressões do primeiro livro mesmo, ok? Vamos lá então.

A História



Cinquenta Tons de Cinza é contado em primeira pessoa por Anastacia Steele, uma universitária de 21 anos que mora com a amiga rica que é dona do apartamento. Anastacia é desastrada, simples, e não se acha bonita, mas faz questão de narrar o fato de não entender o quanto os homens batem punheta acham ela extremamente linda. Ela conhece o tarado psicótico Christian Grey numa entrevista para a faculdade que faz no lugar de sua amiga Kate, que está doente. Christian Grey é um homem impecavelmente lindo, rico e bem sucedido, e trata todos com frieza, mas assim que conhece Ana (como gosta que a chamem), fica atrás dela como um pernilongo na orelha. Ele começa a persegui-la, e ela não entende o que um homem maravilhoso como ele quer com ela. Não sei como nem porque, o irmão adotivo dele, Elliot, acaba namorando a Kate, amiga dela (conveniente). 

Ao mesmo tempo que Christian é atencioso e cuidadoso com Ana, também é agressivo e controlador. Ana fica fascinada por ele, até que os dois combinam de sair pra valer. Nesse encontro, Ana acha que vai fazer amor com Christian, então ele solta a bendita frase 'eu não faço amor, eu fodo e com força' ler isso dá até um tesãosinho, não acham?. Daí Ana solta que é... VIRGEM (EXTREMAMENTE FORÇADO ISSO). E é claro que ele resolve o 'problema' fodendo ela, e com força... embora ele jure que aquilo é sexo baunilha, o tal do 'fazer amor'. Ah, e é claro que uma moça virgem e super inocente como ela mesmo se retrata aceita ter sua primeira vez com um cara que conheceu apenas há uma semana, estranho, misterioso, intimidador, mas isso é só detalhe. 

Christian revela para Ana que curte sadomasoquismo, e que quer ser seu dominador quer bater nela. Pede para ela assinar um contrato absurdo e ilegal cheio de regras de obediência, vestimenta e até comida. Ela se assusta e passa o resto do livro decidindo se vai assinar o contrato ou não, mas enquanto isso ela vai fodendo fazendo amor com ele, descobrindo alguns segredos (que ele é adotado, que a mãe biológica dele era drogada, que ele sofreu na infância, que ele não gosta de ser tocado, etc.). Ela até tem uma experiência beeeem LIGHT no quarto de jogos de Christian (que ela chama de quarto vermelho da dor), mas adora e sente muito prazer. Até que depois de muitos fluflus gays, e até namoro assumido, ela resolve aceitar apanhar pra valer dele só pra entender de vez como é que é aquilo.

Christian pega uma cinta e dá 6 cintadas MONSTRAS na bunda da Ana, e ela chora e sente dor pra valer (claro, porque tanta coisa que se tem pra fazer quando se curte sadomasoquismo, ele vai e dá cintadas como um pai disciplinando um filho, muito sensual, muito erótico, só que não). Ana fica fudida da vida, e decide largar Christian depois dessa surra.Termina a história chorando em seu quarto.


Semelhanças com Twilight


Gente, apesar de ser um livro com conteúdo adulto, senti MUITOS PLÁGIOS de Crepúsculo. Você não acredita em mim? Vou mostrar pra você então.


Bella e Anastacia


Assim como Bella, Anastacia tem cabelo castanho, é inocente, desastrada e não se acha bonita.Fica fascinada por um homem lindo de morrer e rico que acha que não merece, cheio de mistérios, agressivo e controlador, ao mesmo tempo que é cuidadoso e carinhoso.

Reené e Carla



Assim como Reené (mãe de Bella), Carla (mãe de Anastacia) é infantil, descabeçada e já casou várias vezes. Carla mora na Geórgia, que é queeente... enquanto Renné mora em Phoenix que é (tcharanran) queeeente!


Charlie e Ray

Apesar de Ray ser padrasto de Ana e não pai biológico como Charlie é de Bella, os dois são quase idênticos. Quietos, sozinhos, calmos, e viciados em pescaria.



Jacob e José


Apesar de José não chegar aos pés de Jacob, a autora de Cinquenta Tons de Cinza se inspirou no nosso lobisomem moreno e sensual pra criar o amigo de Anastacia. Assim como Jacob, José é moreno, forte, bonito, e é vítima da tal friend zone.


Edward e Christian  



Assim como Edward, Christian vive falando pra Ana que é perigoso pra ela. É agressivo às vezes, controlador, preocupado com ela, assim como Edward era com Bella. Os dois são extremamente lindos, ricos, e a autora de Cinquenta Tons de Cinza até mesmo deu uma plagiada nas expressões dos personagens que se refletem nos olhos, mudanças de cores e tals. Na verdade, a maior diferença entre Edward e Christian é que Edward se diz masoquista, e Christian é sádico.


Lado Ruim

O lado ruim do livro é que ele é extremamente viajado e mal escrito. O chamo de mal escrito pelo fato de a autora contar as coisas rápidas demais, depressa demais, não saber criar um clima, e resolver as coisas também de uma forma tola e conveniente demais (oi gente, sou virgem, te conheço há uma semana mas vou ter minha primeira vez com você... oi, te encontrei por acaso, mas sempre tenho camisinha no bolso pra gente foder). 

Ele é viajado principalmente nas questões que envolvem as cenas de sexo. Ana tem orgasmos o tempo todo, só com penetração, e fica excitada só de respirar. Na boa, se existe alguma mulher com essa facilidade de gozar, ela é muito sortuda. Mulheres tem diversos problemas com orgasmos, e precisam de atenção e dedicação do parceiro para atingir o clímax. Pouquíssimas conseguem gozar só com penetração. Mas Ana não, Ana tem uma pepeca que se ativa só com um click. Além disso, depois da primeira cena de sexo entre Cristian e Ana, os sexos se tornam quase a mesma tosquice... vou te comer aqui e agora, e pega a camisinha e aaaaaaaaah, todos saem satisfeitos... e o leitor nem mesmo tem tempo de entrar no clima. O bom sadomasoquismo vívido e puro você não vê no livro. A cena mais pesada é uma surra de cinta... então quando o livro termina você fica com aquela cara de 'cadê?'.

Lado Bom

É um livro divertido, cheio de palavrões e engraçado. Também tem uma boa dose de romantismo, o que dá um sabor a mais à sacanagem. Você curte ler, mesmo com as lacunas que ficam quando a história termina. Também serve para colocar o sexo na cabeça da mulher, já que ela cresce sendo enclausurada na moralidade machista da nossa sociedade, e encontra no livro um conto erótico explícito. É difícil ver conteúdo erótico para mulher, então um livro desses certamente é uma boa pedida. Podia ser melhor escrito, mas, tá bom.


E você, o que acha?
Jakisses!!!

*PS: As fotos do elenco de Cinquenta Tons de Cinza ainda não são confirmadas como oficiais.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Não posso ser a Mulher da sua vida, porque já sou da Minha








E chega um dia em que a gente se pega apaixonado. Mais apaixonado do que nunca. Mais do que aquele menino gracinha do pré-primário, de cabelos cacheadinhos e olhos curiosos, inquietos, trapaceiros, de cigano oblíquo e dissimulado. Mais do que pelo Tobias, aquele cachorrinho feio, mas extremamente companheiro e dócil,que morreu quando a gente tinha uns oito ou nove anos e deixou no ar um luto que parecia que ia durar uma vida inteira. Mais do que pelas tardes de bolinho de chuva e chocolate quente na casa das amigas na época do ginásio, quando a gente largava os cadernos no sofá da sala e não queria sair do quarto nem com ameaça de bomba. Mais do que pelo oitavoanista jogador de basquete, que era o amor de onze entre dez meninas quando a gente tava na quinta série.


Chega o dia, enfim, em que a gente se apaixona de verdade. E que a gente percebe que é amor. Com direito a cafuné antes de dormir, beijo apaixonado logo depois de acordar e sentir saudade antes mesmo de ir embora. Com direito a um peito com encaixe perfeito para a nossa cabeça, um companheiro para os nem tão legais almoços de família e uma química que faz um beijo arrepiar até o pelo da canela. Tudo muito bem, tudo muito bom, tudo delícia cremosa. Até que, diante de tanta paz e de uma felicidade que beira o êxtase, uma armadilha fica iminente: a armadilha da possessão. Do “ele é só meu”. Do “ela nasceu pra mim”. Do “independente do que aconteça”. Do “para sempre”. Do “amor eterno”.


Hollywood, Manoel Carlos, os romances clássicos, a burrice e companhia limitada criaram na nossa cabeça um universo de fantasia onde ter um final feliz é o destino obrigatório de todo e qualquer ser humano ~do bem~, que paga suas contas, seus impostos e que faz carinho nos cachorrinhos de rua. E que ter um final feliz, por sua vez, está intimamente atrelado a ter alguém pra amar – que é, inclusive pra mim, a mais genuína e gratificante forma de felicidade, mas que, convenhamos, está longe de ser a única. E que se deus escreveu por aquelas famigeradas linhas tortas, não há o que tire ele de você. Nem incidentes, nem acidentes, nem o Papa. Nem a sua displicência ao conduzir uma relação. Nem o seu ciúme sufocante e doentio. Nem a sua falta de carinho. Afinal, ele é o homem da sua vida. Nasceu assim: etiquetado com o seu nome, como os cadernos da segunda série. Como uma propriedade sua.

E é aí que soa o alarme em toda e qualquer pessoa com o mínimo de noção da vida e de amor-próprio. A gente nasce, cresce e morre com livre arbítrio e não é (ou não deveria ser) propriedade de absolutamente ninguém. Todo mundo, quer esteja solteiro, ficando, namorando ou casado, tem o direito de ir e vir. E ficar é uma decisão que a gente toma todos os dias. Quando acorda sorrindo – ou chorando de emoção. Quando almoça com fome e sem preocupações – ou com a preocupação de fazer com que cada detalhe daquela viagem planejada com carinho dê certo. Quando deita na cama e dorme tranquilamente – ou troca o sono por uma boa noite de sexo ou aquelas conversas sobre a vida que se estendem até o sol raiar.


Porque construir um amor de verdade é como dar um laço. E laço é diferente de nó. Laço precisa de cuidado. Precisa de alguém pra aparar as pontas, pra cortar os fiapos, pra firmar o tecido. Precisa de companheirismo, de compreensão, de sinceridade. E no final de tudo, é bonito. Simples, mas bonito. Diferente do nó, aquele amarrão forte que a gente dá uma vez só que é pra prender de vez e não encher o saco. Não exigir preocupação. Não soltar, por mais que machuque os dedos e arrebente a linha.



Sem dúvida, é infinitamente mais fácil dar um nó. Mas eu prefiro cuidar do meu laço. Afinal, como já dizia vovó, contrariando a sabedoria duvidosa do Waze, nem sempre o melhor caminho é o mais curto.


Fonte: Casal Sem Vergonha

D1U de prata: Minha experiência

Hey ho, Pitchuletes amadinhas! Hoje vamos conversar um pouquinho sobre o DIU de prata. Na última postagem eu contei para vocês como foi a mi...