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terça-feira, 27 de dezembro de 2022

D1U de prata: Minha experiência

Hey ho, Pitchuletes amadinhas!

Hoje vamos conversar um pouquinho sobre o DIU de prata.

Como escolher o DIU de cobre ideal? – Cinge – Dermatologia, Ginecologia e  Obstetrícia – Águas Claras / Brasília

Na última postagem eu contei para vocês como foi a minha experiência com o desmame da Pílula Ant1concepc1onal, e a comparação do meu corpo com o uso de hormônios e sem o uso. Pra quem não viu, resumindo, os hormônios sintéticos me fizeram muito mal. Apesar de realmente ter prevenido gravidez com maestria, sem susto algum, acabou com meu ânimo de viver, detonou minha libido, e prejudicou minha capacidade de absorver vitaminas, o que foi me deixando cada vez mais doente até eu dizer "chega!". 

O desmame não foi fácil, tive diversos problemas com espinhas e queda de cabelo, além de ciclos desregulados e alterações de humor, mas faria tudo de novo pra ter meu corpo de volta ao natural. 

Porém, sendo uma mulher em idade reprodutiva nada pronta pra ter um bebê agora, precisei ir atrás de outros métodos contraceptivos, de preferência sem hormônios, já que minha experiência com hormônios sintéticos havia sido negativa. Camisinha rolou por um bom tempo, e bem usada salva vidas. Porém, a preguicinha bate, e sim, tem seu lado chatinho de parar tudo pra por, etc e tal. Então, me encontrando novamente em um relacionamento estável onde me sentia segura, resolvi ir atrás de um método sem hormônio e fixo, de longa duração. Entre diafragma, capuz cervical, esponja contraceptiva... o DIU pareceu a opção mais segura. 

Esclarecendo, existem DIUs hormonais, com uma eficácia gigante, que inibem a menstruação. Com duração máxima de 3 anos, são excelentes opções para mulheres com miomas, problemas de sangramento intenso, etc. Algumas influenciadoras digitais alegam que não interfere na libido, porque mesmo sendo hormonal, a mulher ainda ovula. Porém, ao pesquisar, li muitos relatos de mulheres com os mesmos efeitos colaterais da pílula: desânimo, mudança no muco, secura vag1nal, queda na libido...

Em contrapartida, os DIUs sem hormônios existentes são o de cobre e o de prata. A duração é muito maior, o de cobre dura até 10 anos e o de prata 5 anos. Optei pelo de prata, e vou explicar para vocês como a contracepção dele funciona e como foi minha experiência ao colocar e na adaptação até aqui.

Basicamente, o DIU de prata também é de cobre. O princípio do de prata e do de cobre é o mesmo. Ele evita a gravidez com os íons do cobre, que causam uma inflamação no útero, tornando o ambiente hostil para espermatozoides, além de alterar o muco cervical, deixando mais espesso, o que prejudica a mobilidade dos mesmos. As abinhas abertas também ficam em contato com a entrada das trompas, o que as obstrui, impedindo a entrada do gameta masculino. 

Os DIUs de prata também possuem cobre. Basicamente, a prata é colocada no DIU de cobre para neutralizar e diminuir a fragmentação do cobre no organismo, o que melhora os efeitos colaterais do dispositivo.

O DIU de cobre pode aumentar as cólicas menstruais e o fluxo, e a prata ajudaria a amenizar esses efeitos. Por isso, optei pelo DIU de prata. Já sofri com cólicas menstruais e tinha medo de voltar a ter.

O DIU de cobre é o mais barato. Custa cerca de R$ 130,00 a R$ 150,00 reais, e pode ser colocado gratuitamente pelo SUS. O DIU de prata é mais caro, paguei R$ 300,00 (não tem opção gratuita). A marca é Andalan Silverflex (pelo que eu vi, só existe esse). Comprei pela internet no site loja.ladydiu.com.br , por orientação da minha ginecolog1sta mesmo, pois era mais barato que comprar pela clínica que estava me atendendo. Pela internet também dá para parcelar, o que facilita muito a vida. Tive medo, pois achei que poderia comprar errado, etc. Mas com a orientação correta, deu tudo certo. Essa é uma vantagem dos DIUs sem hormônios também, são mais baratos. Os hormonais custam entre R$ 500,00 a R$ 1.000,00 e duram bem menos (10 anos do de cobre contra 3 míseros anos de um hormonal...).

DIU DISPOSITIVO INTRA-UTERINO ANDALAN SILVERFLEX CU 380AG |

Para colocar o DIU é um processo bem demorado e complicado. Confesso que "dei sorte", porque deu tudo certo. Primeiro você tem que marcar uma consulta com um médico que coloque o DIU em consultório. Aqui na minha cidade não foi fácil. Pelo SUS demoraria uns 6 meses para eu conseguir, tinha que ser particular porque eu queria logo. Tive que pagar consulta, e em algumas clínicas, os ginecolog1stas não fazem o procedimento, porque é invasivo, exige habilidade e muitos locais não tem boa estrutura. 

Achando a ginecolog1sta e o local que faz o procedimento, marquei a consulta. Paguei R$ 150,00 da consulta. Aí vem a exigência dos exames: papanicolau para ver se está tudo ok, e ultrassom para medir o tamanho do útero. O papa, a gente faz todo ano, aqui custa cerca R$ 50,00. O ultrassom transvag1nal custou cerca de R$ 180,00. Nessa brincadeira já tinha ido R$ 380,00 (tudo à vista, porque consulta e exame não parcelam). Após os exames realizados, fiz o retorno na médica uns 15 dias depois da consulta. 

A médica me disse que estava tudo bem, o tamanho do meu útero era adequado para uso do DIU normal (se for muito pequeno, tem que comprar DIUs menores, específicos). Então me falou do DIU de prata, disse que era melhor que o de cobre puro, que eu podia comprar na internet, e me passou o nome. E então veio a dificuldade: esperar o DIU chegar (ao comprar pela internet), e conseguir casar o dia da consulta com a médica com a menstruação.

Sim, a melhor forma de se colocar o DIU é menstruada. Claro que pode se colocar sem estar menstruada, mas dizem que é mais doloroso. Porque quando estamos menstruadas, já se tem a certeza que a mulher não está grávida, e o colo do útero está mais aberto, mais propício para inserção. Porém, eu tinha parado de tomar a pílula, e não sabia o dia certo que poderia descer a menstruação. Poderia ocorrer um atraso ou vir antes, já que no período de desmame da pílula, irregularidades podem ocorrer. 

Deixei agendado para por o DIU em um dia aproximado de quando poderia vir minha menstruação. E então só esperei, rezando para dar certo. Acho que se minha menstruação tivesse atrasado ou vindo antes, eu colocaria do mesmo jeito, mas eu já estava com medo da dor da inserção, e se a probabilidade é que, não menstruada, a colocação fosse mais difícil, então meu medo piorava.

Chegou no dia da consulta, e eu estava menstruada. Felicidade (por isso digo que dei sorte). Fui para o procedimento um pouco nervosa. Estava com a caixinha do DIU em mãos, mas não me atrevi a abrir a caixa e prejudicar o material de alguma forma. Deitei, tentei relaxar, e.... vi estrelas.

Para mim, o procedimento foi doloroso. Rápido, mas traumático. A médica disse que seriam 3 cólicas, uma pra pinçar o útero e deixar ele "reto" para a inserção, outra para medir o útero com uma "régua" chamada histerómetro, e a última com o aplicador do DIU para inserir. Na pinçada eu senti uma dor bem aguda. Na inserção do histerómetro, eu vi estrelas. Quando ela inseriu o DIU, eu estava suando frio, respirando fundo, mas com muita dor. Só veio o alívio quando ela soltou a pinça. 

Não acho que a médica era ruim ou que tenha sido bruta. Foi bem rápido e ficou bem colocado. Porém, além de eu estar nervosa, o que pode ter me deixado tensa e propensa a dor, pode ser que o fato de eu nunca ter tido filhos também tenha influenciado. Afinal, nada nunca passou pelo colo do meu útero, ele estava lá, a 32 anos quietinho, sem ninguém mexer, e do nada, pinça, régua, coitado rs. Porém, para quem pensa em por, e tem dinheiro, eu recomendo procurar um local que faça com anestesia. Dizem que a dor varia de mulher para mulher, li diversos relatos, e em muitos as mulheres disseram que foi tranquilo. Eu achava que ia doer bem menos do que doeu, o que me assustou. Então quando eu for trocar meu DIU, vou procurar um local que faça com anestesia, porque sinceramente, a dor não é suportável ao meu ver. Eu passei mal, a pressão baixou. Eu tremia. Não acho "suportável" pinçar o colo do útero. Dizem que ele é "insensível", mas eu senti rs.

Cuál dispositivo intrauterino (DIU) elegir? – Dra. Cristina Rodriguez G –  Especialista en Salud Femenina

Depois da inserção, tive cólicas e um sangramento mais intenso. Porém, no dia seguinte, o sangramento diminuiu e a cólica sumiu. Passando o dedo dentro do canal vag1nal, sinto a cordinha que parece um fio de nylon, desses usados na pesca. Com o passar dos dias, não senti mais nada. Fazem 3 meses que coloquei, e as menstruações vieram normalmente. Senti pouca ou nenhuma cólica. Os fluxos estão um pouco mais intensos sim, e minha menstruação que durava 3 dias está durando de 4 a 5 dias. Porém, nada que seja incômodo. Como uso disco menstrual, tenho tranquilidade sem problemas de vazamento do fluxo.

Não esperei muito para retomar a vida sexua1. No mesmo mês que coloquei, já tive relações sem proteção, o que não é correto rs. O melhor é esperar a adaptação, que leva uns 3 meses, e fazer ultrassom para ver se o DIU está no lugar. Não tive sustos, nem atraso menstrual nesses meses. Fico tranquila e às vezes até esqueço que estou usando. Comigo, foi um método que deu certo. Minha libido está intacta. O grande problema é a inserção mesmo, que achei dolorosa, mas nada que uma anestesia local não resolvesse. Tenho, na minha cabeça, que os médicos não usam para economizar, porque sinceramente, era apropriado oferecer. Mas somos mulheres né, acostumadas com a dor, a medicina enfia hormônios na nossa goela abaixo, nos cortam sem dó, tudo para agilizar procedimentos. Se o DIU fosse um dispositivo masculino, podem apostar que não existiria procedimento sem analgesia. 

Agora só vou pensar nessa dor de novo daqui 5 anos. Sim, foram quase R$ 700,00 incluindo médica, dispositivo, exames, para colocar. Bom, eu gastava R$ 60,00 por mês em pílula. Dava cerca de R$ 720,00 por ano. Acho que o DIU, a longo prazo, é mais em conta. Só preciso lembrar de sempre fazer ultrassom, uma vez por ano, para checar se está tudo bem. E daqui 5 anos, lembrar de buscar um médico que aplique anestesia rs.


Resumindo, o DIU é um método excelente. Recomendo.


Jakisses!

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

PARAR DE TOMAR A PÍLULA ANTICONCEPCIONAL - COMO O CORPO REAGE A FALTA DE HORMÔNIO SINTÉTICO?

 Hey ho, pitchuletes amadinhas!


Faz um tempinho desde que fiz minha última postagem. Passei algum tempo me dedicando a outros projetos de vida, o que me levou a me distanciar do blog. Sem contar que, atualmente, existem muitos outros mecanismos considerados mais interessantes que um blog para se buscar informação, mas mesmo assim eu não consigo desapegar do Papo de Mulher, que já tem aí 13 anos de existência. Continuarei alimentando o blog com minhas vivências e experiências sobre o mundo feminino. Tanta experiência nova que vivi, aqui no auge dos meus 32 anos, e tenho certeza de que posso ajudar alguém em algum lugar com a minha história.

Vamos ao assunto de hoje: parar de tomar a pílula anticoncepcional.

Pílula anticoncepcional masculina atinge 99% de eficácia em camundongos |  Exame

Eu fui uma usuária assídua da pílula anticoncepcional por 6 anos. Passei pela Yumi, Yasmin, Mercilon e Mercilon Conti. As duas primeiras foram boas para sumir com espinhas e oleosidade da pele, mas acabaram com a lubrificação natural da minha vag1na, o que me causou muitas infecções urinárias. A Mercilon e Mercilon Conti foram menos agressivas com minha lubrificação, mas com os anos de uso, minha testosterona zerou, perdi totalmente minha libido, comecei a te dificuldade de absorver vitaminas, engordei muito, passei a ter candidíase de repetição, apareceram vasinhos nas minhas pernas, e tive até mesmo depressão (sim, o uso de hormônios sintéticos pode levar a depressão). 

Tendo uma qualidade de vida péssima, resolvi no final de 2017 parar de tomar pílula, e hoje fazem 5 anos que tomei essa decisão. Como meu corpo reagiu nesse tempo? Vem cá, que vou contar pra vocês:

Como comentei em outra postagem minha sobre isso, logo que larguei a pílula, a candidíase sumiu, e o cheio de cecê que eu tinha na virilha sumiu. Com pouco mais de um mês de abstinência, minha libido foi aumentando, e voltei a ter uma lubrificação incrível, de ficar louca toda babada, e nossa, o s3xo é muito melhor assim. Meu desempenho nos exercícios físicos melhoraram, e a depressão também, com a volta da testosterona no organismo. 

Tive reações ruins também. Meu cabelo passou a cair muito, tufos e tufos no banho, devido a falta de estrogênio sintético. As espinhas voltaram ensandecidas, tinha algumas enormes no queixo, super inflamadas. Nos primeiros meses, a menstruação ficou desregulada, chegando a 62 dias sem menstruar. Muita cólica. Confesso que quase voltei correndo para a pílula, mas aí lembrei do conforto vag1nal, minha ppka úmida e hidratada, sem coceiras, sem cheiro ruim, e decidi aguentar firme.

Durante o ano de 2018, a crise de espinhas e queda de cabelo permaneceu uns 6 meses. Piorou um pouco quando em uma relação, eu achei que a camisinha tivesse estourado, e tomei pílula do dia seguinte. Foi uma bomba, que piorou o quadro de espinhas, inchaço, e desregulou mais ainda os ciclos menstruais. Quem decide largar a pílula tem que ser muito forte, mas vale a pena. Devido aos problemas parecidos com os que eu tinha antes de tomar a pílula, porque eu tinha um diagnóstico de ovários policísticos, entendi que a pílula não trata os ovários. Ela mascara apenas, pois deixa os ovários inativos ali. Quando eles voltam a atividade, os problemas dos cistos retornam. Mas existe uma coisa que CURA MESMO os ovários policísticos, e acaba com as crises de abstinência da pílula.

Em 2019 eu iniciei uma dieta que se chama Low Carb. Fiquei 1 ano nessa dieta, regradinha, comendo porcariada 1 vez por semana. Atualmente, eu não recomendaria a Low Carb por ser muito restritiva, e pela falta de carboidratos prejudicar os músculos. Mas o que me ajudou na Low Carb? Diminui o consumo de açúcar, passei a comer MUITOS legumes e verduras, e frutas, coisas que eu não comia antes por meu prato estar repleto apenas de arroz, feijão e uma carne frita. Foi 1 ano consumindo muita vitamina de produtos naturais, receitas saudáveis. Acredito que um arroz e um feijão no meio dessas saladas e cozidos deixaria minha dieta mais rica. E passei a praticar corrida. 

A diminuição do açúcar, o aumento de consumo de vitaminas e minerais, muita água e a corrida literalmente DESINFLAMARAM meu útero. As espinhas sumiram completamente. Os ciclos menstruais se tornaram lindamente regulados, com variação de 2 ou 3 dias no máximo (tinha ciclos de 28 dias, que as vezes batia 29 ou 30 dias, ou vinha mais cedo com 26 e 27 dias), que é considerado normal e saudável. Meu cabelo voltou ao normal, e mais bonito. Só os vasinhos que não desapareceram (não apareceu mais, mas os que foram causados pela pílula só sairão se eu fizer procedimento estético).

Em 2020 veio a pandemia do COVID-19, e eu parei completamente com a dieta e também parei de correr. Passei por momentos ruins na minha vida pessoal, engordei novamente, mas mesmo voltando a comer mal, as espinhas não voltaram e os ciclos continuaram regulados. Durante o ano de 2021 tudo se manteve, então percebi que a DIETA REALMENTE CURA OS OVÁRIOS POLICÍSTICOS. Dessa forma, se você sofre com SOP, pílula não vai te salvar, e sim uma boa alimentação e exercícios físicos.

Eu mantive minha vida sexual ativa, e me protegia somente com camisinha. Porém, ao encontrar um novo relacionamento fixo, os encontros constantes me deixaram com preguiça de ficar só no método da camisinha. Cheguei a ter um acidente, onde houve ejaculação dentro, mas não queria tomar pílula do dia seguinte de novo. Então resolvi esperar pra ver se ia acontecer algo, e decidi por o DIU.

Infelizmente, o processo para por o DIU (Dispositivo Intra Uterino) é muito demorado. Tem que fazer exames, comprar o dispositivo, e combinar o dia de colocar com seu ciclo menstrual. Sem contar que é muito difícil achar um profissional que coloque em consultório... pelo menos aqui na minha cidade foi. Enfim, enquanto corria atrás do DIU, COMECEI A TOMAR PÍLULA DE NOVO para evitar novos sustos com a camisinha (RELEMBRANDO que usei SOMENTE CAMISINHA por 4 anos e nunca engravidei). 

Tomei a pílula Mercilon Conti por 3 meses. Novamente queda da libido, desânimo, depressão, e baixa lubrificação vag1nal. E como eu já estava com 31 anos, meu organismo já não era tão jovem, um novo sintoma veio: ENXAQUECA. As enxaquecas me assustaram muito. Tanto que parei de tomar a pílula 1 mês antes de por o DIU, mesmo a ginecologista me orientando a manter a pílula por mais dois meses, mesmo com o DIU, para ter certeza que estava tudo certo. Não consegui. A depressão e as enxaquecas, a falta de libido, estavam acabando comigo.

Hoje fazem 3 meses que coloquei o DIU DE PRATA (sem hormônio). Nessa segunda vez que larguei a pílula, não tive problemas com queda de cabelo ou espinhas porque tomei por pouco tempo. Tive medo que o DIU de prata me desse um ciclo muito intenso e com cólicas, mas para minha agradável surpresa, estou sem cólicas e com um sangramento médio. 

Nos exames pré-Diu, mesmo depois de passar 4 anos sem tomar pílula, meus ovários apareceram perfeitos, sem cistos. A dieta realmente tratou e curou a SOP. Sem a pílula, mais uma vez recuperei minha alegria de viver, minha libido e minha saúde vag1nal. Zero enxaquecas. Sem infecções urinárias a mais de 3 anos. 

Se você está em dúvida sobre a pílula, minha experiência é a seguinte: Ela é segura, realmente protege da gravidez, mas faz muito mal para a QUALIDADE DE VIDA de uma mulher. Se você não tem problemas com miomas, endometriose, sangramentos intensos, recomendo muito o DIU de cobre ou de prata. A pílula traz muitos perigos para a saúde feminina, sem contar que tira sua qualidade de vida mesmo.

Feliz Dia da Mulher, Feliz em ser Mulher

Farei um post falando sobre minha experiência com o DIU de Prata, como foi pra colocar, que exames fiz e quanto custou. Nesse post, fica a reflexão sobre o que realmente vale a pena pra você. Se você toma pílula a muitos anos e pretende largar, saiba que vai enfrentar muitas dores na abstinência, mas quando passarem os meses de adaptação, você vai sentir como se tivesse sua vida de volta. Foi o que eu senti. Então seja forte!

Jakisses!







quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Parar de tomar a pílula anticoncepcional

Hey ho pitchuletes amadinhas.

Hoje vamos falar da moda feminista da vez:  parar de tomar a pílula anticoncepcional.

Falo que é moda feminista, porque são mulheres bem esclarecidas que começaram a se questionar se os benefícios da pílula valiam mais que os prejuízos. E se a indústria farmacêutica, que sabemos bem o quanto é sanguinária, não estaria junto com médicos enfiando hormônios a nossa goela abaixo sem se preocupar realmente com nossa saúde. 

Eu mesma aqui no blog já defendi o uso da pílula, e ainda não a vejo como uma vilã. A pílula foi um avanço na autonomia da mulher em decidir se e quando ter filhos. Com o tempo, ela foi melhorada e passou a ajudar a mulher a controlar seu ciclo menstrual, regular acnes severas, pelos, reduzir a cólica entre outros benefícios. E ela serviu bem à função que veio. Porém, ela é de uma época onde as mulheres eram ainda mais podadas pela sociedade (porque hoje ainda são, só um pouco menos), e tudo em seu corpo era um tabu (embora hoje muita coisa ainda seja), então elas não conheciam seu corpo como conhecemos hoje.

Além disso, a pílula atualmente serve como obrigação. A mulher se torna a 100% responsável pela prevenção da gravidez. Engravidou? Ela não tomou a pílula direito. E o homem? Os métodos contraceptivos que dependem deles se resume à camisinha, e mesmo assim muitos usam que nem o nariz. O resto é DIU, diafragma, anel vaginal, implante, adesivo... TUDO MÉTODO FEMININO. Ou seja, a concepção é total preocupação e responsabilidade da mulher. E daí pensamos: a mulher tem um óvulo por mês, e o homem milhões de espermatozoides por ejaculação. Cabe bem a frase que inventaram:  a mulher cuidar da concepção é como por colete a prova de balas na vítima ao invés de tirar a bala da arma.

Enfim, não quero dizer aqui que a mulher tem que tacar o foda-se e não cuidar da concepção. Como esse mundo é cruel conosco, se não queremos filhos no momento ou na vida ( que é nosso direito), é importante que nos cuidemos sim. Mas como o assunto do post é a pílula, vamos falar mais dela. Entre os malefícios estão a queda da libido, secura vaginal, aumento da probabilidade de câncer de mama e trombose, aumento de peso, dores de cabeça, náuseas, depressão, entre outras coisas horripilantes que você pode ler na bula que é gigante e cair pra trás. Vi esses dias no facebook a mulherada postando: Criamos a pílula masculina, mas ela dá câncer, trombose, depressão e te deixa broxa. Vai querer tomar? Bom, a mulher toma. E pior que é uma triste ironia.

Isso não quer dizer que a mulher vai realmente ter todas essas reações. Tem mulher que se dá muito bem com a pílula, e isso é ótimo. Porém eu fui usuária da pílula por 5 anos, e vou contar pra vocês o que me fez decidir parar de tomar. Pra mim a pílula foi super eficiente. Em 5 anos, o sangramento por privação hormonal (porque o sangue de quem toma pílula cientificamente não é considerado menstruação) nunca me falhou, que delícia saber quando ia menstruar, sem aqueles ciclos irregulados de até 35 dias que eu tinha. Minha médica me disse que eu tinha ovários policísticos (aliás, toda mulher que eu converso diz que tem também, será que é algo natural então? kkkk), e que eu tinha espinhas (mas eu não tinha muitas não) e ciclo zuado por causa disso. Ok! 

E que delicia transar sem precisar parar pra por camisinha, e ficar checando depois se tava tudo certo, se não tinha estourado e pá. E que delícia não ter mais aqueles espinhões inflamados que vez ou outra na tpm me aparecia nas costas. E que delícia não sentir cólicas. Até que alguns pesadelinhos começaram...

Primeira coisa:  secura vaginal. Comecei a ter infecção urinária por isso TODO MÊS. Mas blá né, só trocar de pílula. Troquei, beleza, melhorou. Mas minha lubrificação permanecia péssima. Até que percebi com o passar do tempo que minha libido despencou. Mas e daí? Eu tava livre da preocupação com gravidez né. Até que começou a aparecer vasinhos nas minhas pernas, pequenos. Problema de circulação? Nah, nada demais, nem da pra ver. Até que engordei muito, e passei a fazer academia e tals, mas tinha uma grande dificuldade de emagrecer porque a pílula quase zera nossa testosterona (sim, mulher precisa da testosterona também, e a falta dela acaba com a libido e os músculos). Mas tudo bem, meu ciclo tava regulado. Até que meu cheiro de suor ficou mais forte, e até minhas virilhas cheiravam a cecê. Mas tudo bem, passa creminho, desodorante, flogo-rosa... Até que um monstrinho que eu não podia suportar veio pesar MUITO na balança.

A tal da candidíase apareceu um ano aí. A pílula aumenta o açúcar no sangue por causa do estrogênio sintético. Tratei com pomadinha e pá, passou. No ano seguinte, a danada da coceira de novo, que inferno. Bora tratar, tchau. E no ano seguinte de novo. Até que esse ano ela já me apareceu 3 vezes, e não queria ir embora nem com fluconazol nem com pomada. E eu não suporto a coceira, o desconforto...

Aí eu já tava meio afim de experimentar meu corpo sem pílula por um tempo, pra ver se a testosterona voltava e eu conseguia emagrecer, aumentar a libido, e pá. Aí larguei. Faz 4 dias que não tomo pílula, e o que eu percebi? Primeiro, a coceira cedeu, acabou (pode ser psicoemocional, não sei). Segundo, o meu cheiro de suor suavizou, e o cheiro na virilha sumiu. Isso com 4 dias. Imagina quando meu corpo realmente se limpar do hormônio?

Sem contar o pé no saco das interações medicamentosas. Antibiótico corta ou não corta efeito da pílula? Ninguém sabe, médico diz que sim, outro que não. Toda vez que fica doente, vomita, diarreia, pronto, ai senhor, já era a pílula. A pílula também dá uma zerada nas vitaminas do nosso corpo, como a B6 se não me engano. Enfim gente, é muita coisa pra pesar. Mexer com hormônio é complicado.

Mas como faz então pra não engravidar? Bom, a treta é bem grande. A mulherada anda optando pelo DIU que é bem eficiente e tem a versão de cobre não hormonal. Porém quem tem probleminha de cólica que nem eu, não é uma boa ideia, pois dizem que aumenta muito a dor, e jorra sangue pra caraaaleo na menstruação. Tem uma mulherada usando tabelinha, ou o método de Billings (não sei se é assim que escreve). Esse método tem como princípio aprender a ler os sinais do corpo pra saber quando se está fértil. Isso tudo através do muco cervical, aquela salivinha que sai da nossa vagina sabe? Quando ele ta parecendo clara de ovo, é que dizem que estamos super férteis. Daí você evita a transa. Além do muco, da pra observar pela altura do colo do útero, temperatura do corpo, humor e tals. 

Enfim, tem a boa e velha e pra muitos chata camisinha. "Ah mas eu tenho alergia". Olha, tem vários tipos no mercado, de materiais alternativos ao látex. Vale a pena conferir. 

O que eu pretendo fazer? Camisinha e esse método de auto observação por enquanto. Associar os dois parece bem eficiente ao meu ver. Mas vou fazer isso até ter uma graninha e tempo pra ir num endócrino. Talvez haja alguma saída hormonal para o meu caso, que não me cause tantos prejuízos (vasinhos, cheiro forte, candida, sobrepeso). Isso se meu ciclo ainda for zuado depois de cinco anos de "tratamento" de pílula (afinal, dizem que a pílula trata os ovários policísticos né). 

Mas atenção pitchulete. Se você está pensando em largar a pílula também, saiba que tem efeitos colaterais. É como largar uma droga mesmo. Pode dar tristeza, menstruação desregulada, algumas dizem que tiveram retenção de líquido, espinhas loucas, etc. Mas com o tempo passa. Demora 6 meses mais ou menos pro seu corpo voltar ao "normal". Ainda não me aconteceu nada assim, vamos ver como eu me saio. Só não queria mais viver sem vontade de nada como eu estava, e doente, doente, doente.

E você, pitchulete, que adora sua pílula, e se dá super bem, que ótimo. Você tem que recorrer ao que te faz bem mesmo. E que continue tudo indo bem com você.

Finalizando, eu espero que esse movimento de mulheres que não querem mais abdicar de libido e saúde por contracepção hormonal sirva pra indústria científica e farmacêutica mexer o cuzinho e melhorar os métodos ainda mais, com o intuito de beneficiar mesmo a mulher, e não só dar a ela a responsabilidade de cuidar sozinha da contracepção e de oferecer em troca da saúde benefícios que a fazem mais bonita para deleite masculino.

Jakisses!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Cheiro de cêcê (sovaco) na v1rilha, como combater

Hoje vamos conversar sobre um assunto que atormenta muitas mulheres, mas não gostamos de admitir: cheirinho de suor na virilha.

Muitas mulheres sofrem desse mal, e acabam optando por passar desodorantes nas partes íntimas, o que prejudica a saúde feminina, podendo causar alergias e até corrimentos. Mas realmente é muito incomodo trabalhar o dia todo e acabar com as partes íntimas abafadas e com cheiro forte, que lembra a cebola. Lembrando que esse cheiro vem principalmente da virilha, e não da vagina em si.

Li diversos sites dizendo que é a nossa alimentação que influencia, que se comemos muito alho e cebola, transpiramos esse odor, que temos que mudar pra nossa pepeca ficar cheirosa. Mas sinceramente, comi alho e cebola a vida inteira (eu adoro), e nunca tive esses odores. Percebi esse cheiro incomodo de suor lá embaixo quando engordei uns 10kg, ficando com sobrepeso. A questão é que meus hormônios podem ter mudado, e por isso o aparecimento desse odor.

Já optei por desodorantes nas partes baixas, cremes hidratantes e até tentei diminuir consumo de cebola, o que não resolveu. Foi então que encontrei uma receitinha maravilhosa na internet, que ao contrário de tudo que fiz, só traz benefícios.

Nós ouvimos falar dos tais banhos de assento, principalmente quando estamos doentinhas lá embaixo, e pesquisamos na internet formas de aliviar sintomas. Pois saibam que banhos de assento podem e devem ser feitos como precaução, não só quando estamos com algum corrimento, odor ou coceira. Um dos mais eficientes e comprovados é o banho de assento com vinagre.



Minha ginecologista indicou uma vez quando eu estava com uma infecção. Ela disse que o vinagre tem um ph ácido, parecido com o da vagina, o que neutraliza caso ela esteja desequilibrada e auxilia no retorno à saúde vaginal. Além disso, segundo ela, a única coisa que realmente mata fungos é o vinagre. Por isso é importante aderir o vinagre na nossa vida, colocando sempre um copinho na máquina de lavar junto com a roupa, e sempre lavar nossas calcinhas com uma colher de sopa de vinagre. O vinagre que deve ser usado é o de maçã, ou o branco.

Na internet, também encontrei relatos positivos sobre o uso do vinagre contra problemas vaginais. Contra a candidíase, ele é eficiente aliviando coceiras. Mas foi fazendo um banho de assento que descobri que além de tudo ele elimina TOTALMENTE o cheiro de suor. Fiz o banho, trabalhei o dia todo sem passar nem creme nem desodorante na virilha e voalá: NADA de cheiro de suor. Minha virilha estava impecável no fim do dia.

Segue a receitinha:

2 colheres de sopa de vinagre de maçã para cada 1 litro de água morna

Pegue uma bacia grande e encha com água que pode ser do chuveiro mesmo. Minha bacia tem capacidade de 30 litros. Enchi uns 5, que pedia então 10 colheres de vinagre de maçã. 

Permaneça na bacia por 20 minutos no mínimo, podendo ficar até 30, sentadinha. Antes do banho de assento, você deve se lavar, ficando limpinha. Depois do banho de assento, é só secar a região, não precisa passar água nem nada. Você não ficará cheirando à vinagre, mas todos seus odores desaparecerão.


Faça o teste, é baratinho e incrível. Você se sente limpa e fresquinha. Se você está com alguma infecção, ele é recomendado: para infecção urinária (auxilia na dor), e para candidíase (ajuda na coceira), você pode fazer duas vezes ao dia por 3 dias (já ajuda muuuuito). 

Se você está saudável, recomendo esse banho de assento uma vez por semana. Para os outros dia, você pode umedecer um algodão com água morna e vinagre e fazer compressa na virilha depois do banho, para manter o frescor.


Outra opção que indicam é o banho de assento com flogo rosa. Ainda não testei, mas quando o fizer, deixo um post falando sobre pra vocês.


Espero que gostem das dicas, Jakisses!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Coceira na perseguida: nem sempre é candidíase

Hey ho pitchuletes amadinhas. Que mulher nesse mundão de Deus nunca acordou com uma coceira de morrer na tchotchola hein? É desesperador, porque não dá pra coçar direito, e se você coça você pode até se machucar. Aquela coceira intensa que parecem mil bichos te mordendo lá dentro da vagina é agoniante. Então, como humano internectualizado você vai no doutor google, e se digita 'coceira na vagina', a primeira opção que aparece é: CANDIDÍASE.


Sim amigas, essa é uma vilã muito comum, que destrói a felicidade da mulherada por aí. O sintoma principal da candidíase vaginal é a coceira sim, mas outros sintomas tem que combinar com a coceira pra se ter certeza do diagnóstico: corrimento branco com grumos (pedacinhos que parecem papel higienico picado), vulva inchada e dolorida, dor na relação sexual e em alguns casos até feridinhas nos pequenos e grandes lábios, além de ardência pra fazer xixi. 

A candidíase é algo comum e fácil de curar, é só passar aquela pomadinha e tchan, tchau coceira e dor. O que deixa a mulherada arrancando os cabelo é quando a maldita volta... e volta... e volta de novo. Aí o problema está mesmo na sua imunidade. Mas você não precisa chorar. Você precisa é rever sua vida e seu conceito alimentar. Cortar fritura e açucar, tomar vitamina C, fazer exercícios, se lavar uma vez por dia com bicarbonato de sódio ou fazer banho de assento, lavar as calcinhas com vinagre e deixar secar ao sol são pequenas atitudes que demoram a dar resultado, mas com o tempo eliminam a candidíase da sua vida de vez. Mas são hábitos pra vida inteira hein! Voltar a comer doce e fritura depois de um tempo pode, mas moderadamente. 

O desespero acontece mesmo é quando a gente passa pomada e a COCEIRA NÃO PASSA!!! E amiga, se a pomada não alivia em nada a coceira em 2 ou 3 dias, e você não tem outros sintomas além da coceira... ISSO NÃO É CANDIDÍASE!!!

Descobri isso da forma mais sofrida do mundo. Sofri de coceira e ardencia vaginal intensa por 3 meses, que mais pareceram anos. E sim abiiiigas, fui no ginecologista, um velhinho sem noção que olhou pra minha colega aqui de baixo e disse com toda sua certeza que era candidíase. Não sei aonde ele viu candidíase, se eu não tinha corrimento... mas tudo bem. Ele receitou uma pomada com antimicótico e antibiótico, passei por 10 dias... e a coceira continuou ali. Voltei chorando as pitangas depois de 15 dias, e estava menstruada, então não pude fazer exame clínico. O mesmo médico me disse que era normal as vezes não passar (AAARGH), e me receitou fluconazol comprimido e candicort pra passar na vulva. Confesso que o candicort deu um alívio na coceira, mas esse alívio durava no máximo meia hora, e voltava tudo. E mais 15 dias se passaram e nada da danada da coceira sumir.

Depois de pesquisar na internet e ler relatos de mulheres desesperadas sobre candidíases incuráveis, sobre viver sem sexo e sem doces, sobre terem consultado até infectologistas e gastados milhões sem sucesso, eu queria morrer. Não queria ser mais uma infeliz na face da terra condenada a viver com coceira e dor... Então enxuguei as lágrimas e disse: VOU PROCURAR OUTRO GINECOLOGISTA.

A outra ginecologista, uma mulher, no momento que eu disse que não havia corrimento, já afirmou que não era candidíase. Disse que eu devia fazer exame de urina URGENTE. Mandou eu jogar todas as minhas calcinhas fora e comprar novas somente de algodão. Fiz papanicolau e exame de urina.

Depois de três dias o resultado dos exames saíram. Pra minha surpresa, no papanicolau não havia NADA de cândida mesmo, nem nenhum tipo de fungo ou bactéria maligna. Já no meu exame de urina acusou uma bactéria que se chama Protheus mirabilis. Receitaram ciprofloxacino para mim, por 10 dias. Em 2 dias eu já não tinha mais coceira nenhuma.

Daí você me pergunta: mas infecção urinária pode dar coceira? Sim, colega, pode. Por isso que o doutor google é meio falho. Você vai encontrar o que afeta a maioria, mas nem sempre você faz parte da maioria. Já tive muitas infecções urinárias, mas ano passado foi a primeira vez que senti coceira sem ardor pra urinar. Porque pra nós mulheres o maior sinal de infecção urinária é a dor na bexiga, xixi com sangue ou ardencia na uretra. Mas essa bactéria, em especial, provoca COCEIRA na xoxela todinha, muito parecida com a coceira da cândida, mas sem corrimento. E meu único sintoma era coceira. Uma infecção urinária cujo o único sintoma era coceira.

Isso pode ser causado por higiene errada ou sexo anal sem camisinha. A bactéria Protheus vive no nosso intestino. Se ela tiver contato com a vulva, pode subir e colonizar a uretra. Por isso, camisinha sempre! E limpe sempre de frente para trás.

Esse ano tive uma coceira novamente, como no ano passado, sem corrimento. Testei a pomadinha pra cândida, e nada da coceira sumir. Tentei a mesma ginecologista da primeira vez, mas estava fora. Outros ginecologistas parece que não se importam com seus sintomas e sempre ditam o padrão. Na outra gineco que fui, ignorou meu histórico e me mandou passar candicort até sumir. E eu sentia que não ia adiantar. Então fui em uma unidade de pronto atendimento, falei que estava fazendo xixi com sangue (o que não era verdade, mas era o único meio de conseguir um antibiótico para infecção), e me receitaram o abençoado ciprofloxacino. Foi tiro e queda. Em dois dias eu me sentia novinha em folha.



Nessa história fica também a importância de se procurar um profissional que se importe com os pacientes, que os ouça e entenda que o padrão nem sempre resolve. Fazer exames é crucial. A única ginecologista que eu confio é essa que me pediu os exames e constatou o que os outros médicos ignoraram. Coceira nem sempre é candidíase, ouça seu paciente caro médico. 

Se você tem uma coceira vaginal persistente, já usou pomadas e não passou, e não tem corrimento, peça ao seu médico encaminhamento para exame de urina. Se aparecer a bactéria no laudo, você saberá exatamente o que você tem, e o remédio certo para você.


Jakisses!


domingo, 9 de agosto de 2015

FLUXO VAG1NAL - Você sabia que estar molhada é normal?

Você se sente molhada, e corre pro banheiro. Quando olha sua calcinha, a vê úmida por um liquido transparente. Já ouviu falar da expressão "molhadinha" e acredita que isso se refere só a quando a mulher fica excitada? Querida, assim como milhares de mulheres no mundo, você está equivocada.


Muitas meninas ficam incomodadas achando que estão doentes porque suas vaginas nunca ficam secas. A questão, cara leitora, é que A VAGINA NUNCA É SECA. Sério, porque ela se trata de uma mucosa que necessita estar regularmente humedecida. Assim como sua boca, a vagina possui um liquido especial, "uma saliva própria", que a mantém saudável. Não confunda isso com a lubrificação sexual da excitação. O fluxo vaginal regular é apenas uma ferramenta do organismo feminino que vai ocorrer independente de qualquer situação.





O fluxo vaginal é um líquido transparente ou esbranquiçado que sai da vagina. Ele ajuda a previnir que a vagina fique ressecada e a protege das infecções. A quantidade de fluxo varia ao longo do ciclo menstrual. A maioria das mulheres notam mais fluxo na metade do ciclo menstrual, geralmente duas semanas depois do fim da menstruação. Isso coincide com a ovulação (quando um óvulo é expulso do ovário). Você terá fluxo durante a maior parte da sua vida adulta.

Quando você tiver fluxo, irá notar uma mancha branca pastosa em sua calcinha. Isso pode fazer com que você se sinta úmida e desconfortável. Para evitar isso, opte por usar calcinhas de algodão, calças soltas e saias.


A higiene feminina é necessária. Uma boa higiene pode te proteger de infecções:
  • Depois de ir ao banheiro, lembre-se de se limpar de frente para trás. Isso evita que bactérias passem do ânus para a vagina ou para a uretra.
  • Evite os sabonetes muito perfumados ou gel de banho; eles podem irritar a delicada pele ao redor da vagina e torná-la mais propensa à infecções.
  • Saiba que é mais fácil que você tenha infecções vaginais quando estiver tomando antibióticos.
Não se preocupe! As infecções vaginais são muito frequentes, são facilmente tratadas e não devem causar preocupação.



Porém, qualquer fluxo que:
  • Tenha um cheiro desagradável.
  • Seja espesso.
  • Seja amarelo ou mais escuro
  • Cause queimação.
Esses sinais podem significar infecção. Você deve visitar o médico para que ele recomende o tratamento adequado.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Vamos falar sobre DENGUE



Se eu te perguntar sobre os sintomas da Dengue, e você nunca tiver pegado, você vai me responder: febre e dor no corpo. Ah, quem dera, cara pitchulete, que a dengue fosse só isso mesmo.



Nessas duas últimas semanas tive dengue. Na verdade, ainda tenho. Estima-se que os sintomas da dengue melhorem em 7 dias, mas ela só sai de vez de você depois de 15 dias. Descobri, pegando a doença, que a dengue é muito mais que febre e dor no corpo. É agonia... dias de agonia. E que a mídia não nos informa direito sobre essa doença. Por isso, precisamos conversar sobre ela.

Tudo começa com uma febre assustadora. Acima de 38º. Uma febre que dá frio e tremedeira. Aí você toma paracetamol, e parece que tudo vai ficar bem. Mas a febre volta no dia seguinte e no outro, acompanhada de uma tremenda dor de cabeça. Aí mora o perigo de você não saber se está com dengue. A dor de cabeça te faz querer tomar analgésico. E se você está com dengue, analgésicos são proibidos, devido a uma incompatibilidade do vírus com o ácido componente do remédio, que pode te levar à morte na mistura. 

Depois de uns 3 dias de febre, começa a agonia de verdade. Seu estômago estraga, você vomita e não consegue comer. Sua boca fica seca, mas a água possui um gosto horrível. Você fica 24h por dia enjoado, e não consegue dormir. E desidrata, e sofre, e fica fraco. São pelo menos uns 4 dias sem conseguir comer, tendo que ir aos hospitais tomar soro na veia para não morrer. E ninguém se importa realmente com você. Ainda mais nessa época de epidemia, dengue virou gripe: todo mundo tem, então não deve ser grave. Mas é, muito grave. O enjoo, o mal estar não te deixam, e você não consegue dormir. Então seu emocional fica abalado, e você implora pra todos os deuses que acabem com seu sofrimento. Aí vem a fase da alergia.

Quando seu estômago começa a melhorar, a sua pele fica vermelha da cabeça aos pés. E coça, e arde. Dizem que é porque o corpo reage ao vírus, e isso causa uma reação alérgica. A pele parece que foi queimada pelo sol, e suas mãos e pés incham. Mais noites sem dormir, pelo menos duas, de coceira intensa. Depois de 7 dias sofrendo, você já não tem mais forças para reclamar. Resta esperar que passe, assim como a febre e o enjoo passaram. 

Para os enjoos, tomei muito Dramin na veia. Mas os anti-eméticos me dão pânico e crises de ansiedade. Agora imagine que delícia uma crise de ansiedade com um sono incontrolável? Pois anti-eméticos tem como efeito colateral o sono e a agitação. Ridículo, trocar o enjoo por crises de ansiedade com sono. Não sei até hoje o que é pior. 

Para a coceira, receitaram Polaramine e Loratadina. Tentei tomar o polaramine, e não adiantou nada, mas me deu um sono que parecia que eu estava em coma queimando no inferno. Eu estava consciente, sentia uma coceira insuportável, mas não conseguia abrir os olhos. Então troquei pelo loratadina. O loratadina também não ajudou em nada, mas pelo menos em mim não dá esse sono de coma do polaramine.

Hoje fazem 9 dias que estou com dengue. Estou bem no momento. Fiz o exame de sangue, e a dengue foi confirmada. Perdi 5 kg, e sinto dor nas pernas se fico de pé, e dor nas costas se fico sentada. Minha pele ainda está vermelha e coça em alguns pontos. Mas tenho que voltar a viver, enquanto espero a dengue passar, porque ela já me tomou 1 semana e meia de vida. Fiquei 1 semana e meia sem conseguir fazer exatamente NADA. Perdi prova na faculdade, conteúdo de disciplinas, e um feriadão de Páscoa. Sofri a ponto de chorar ao ver qualquer mosquitinho voando. No meu quarto tem repelente na tomada, e não saio de casa sem passar na pele. Mesmo estando imune a um tipo de vírus, existem mais 3 tipos zanzando por aí. E tenho pavor em pensar em pegar outra vez.

Sobrevivi à dengue. Mas sou uma adulta saudável de 25 anos. E a doença quase me matou. Mas aqui na cidade onde moro, no mesmo bairro que eu, uma criança de 11 anos morreu. Não existe comprovação de que foi a dengue, mas a questão é que a menina estava com os sintomas, foi mal atendida numa Unidade de Pronto Atendimento, foi mandada para casa, e amanheceu morta. A dengue virou uma epidemia nacional, e começou a ser tratada com leviandade. Não, a dengue não é uma gripinha que dá e passa. A dengue é uma doença forte que pode matar. Se chegamos ao ponto de uma epidemia, é porque o Brasil está um lixo. Temos que acordar e realmente acabar com esse mosquito, pois ele está acabando conosco. Cada um tem que fazer sua parte, cuidando da sua casinha e do seu terreno, não jogando lixo por aí principalmente. Mas os governos tem que fazer a parte deles também. Existe muito terreno de prefeitura por aí cheio de matagal. Enquanto os governos não acordarem, crianças continuarão morrendo por causa de um mosquitinho de merda. E nós só podemos passar repelente e rezar... porque a Dengue é devastadora.


Jakisses!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Coletores - Diga adeus ao abafamento!

Hey pitchuletes queridas!

Todas nós somos ensinadas desde os nossos 11, 12 ou 13 anos a usar absorventes externos ou internos. Menstruamos a primeira vez, e nossas mães já nos metem na 'fraldinha'. A partir daí descobrimos que ser mulher é um martírio: todo mês escorre sangue pelas nossas vaginas, e temos que usar aqueles absorventes chatos grudados na calcinha, que se mal colocados podem manchar nossas roupas, e ficar com um volume incomodativo na parte de trás. Sem contar em dias de calor, a vagina o dia todo molhada e abafada. É grudento, incomoda, e em muitos casos podem ocorrer dermatites e alergias. Além disso, se moramos com mais pessoas, a vergonha de jogar no lixo pacotinhos de absorvente é imensa. Todo mundo, de um jeito ou de outro, fica sabendo que você está 'naqueles dias'.

Quem diria que existiria uma alternativa ecologicamente sustentável, mais higiênica e saudável, e além de tudo confortável? Sim meninas, existe. E não faz pouco tempo não. Na Europa já utilizam essa opção há mais de 80 anos. E agora no Brasil ele está fazendo a cabeça da mulherada: o Coletor Menstrual.



O coletor menstrual é um copinho de silicone (de preferência de grau médico, hipoalérgico) flexível, que você dobra e insere na vagina. Então ele se molda ao seu canal vaginal e forma um vácuo que não permite que ele saia do lugar. Durante o dia (muitas usam por 12h no máximo, mas isso depende da quantidade de fluxo que você libera) ele fica ali coletando seu sangue. Então você retira e joga o sangue dele no vaso sanitário, lava e põe de novo. A diferença do coletor para o O.B. é o fato de que ele não prolifera bactérias, o que faz o sangue não ter cheiro ruim como costumamos sentir em absorventes. Além disso, ele não irrita a vagina, nem abafa. O absorvente interno, como absorve o sangue, acaba absorvendo junto a umidade natural da vagina, podendo ressecá-la e causar infecções. Com o coletor, esse problema não existe. Você pode nadar com ele tranquilamente, ir à academia, e até dormir sem calcinha, pois quando colocado corretamente, ele não vaza.

Muitas mulheres sentem nojo ao pensar na ideia de usar um coletor menstrual. Isso acontece porque desde meninas somos ensinadas a ter nojo de nós mesmas e de nosso sangue. O que devemos lembrar é que a menstruação é o sangue da vida, ele indica que a mulher tem a capacidade de gerar um bebê. Nosso útero é uma obra linda da natureza, e não é nojento. Ao usar o coletor menstrual, somos estimuladas também a melhorar a relação que temos com nós mesmas. Primeiramente, ao usar o absorvente, achamos que menstruamos MUITO. Com o coletor, podemos ver exatamente quanto sangue sai de nós, e a maioria fica chocada ao saber que o fluxo é bem menor do que aparenta. Outra coisa que descobrimos é que nosso sangue menstrual não fede. E por último, descobrimos o bem estar que é passar pelos dias da menstruação sem abafamento nas partes íntimas, sem se sentir com uma fralda andando por aí. Ah, e a parte mais legal é que os coletores costumam durar 10 anos, evitando que você contribua para o acúmulo de lixo no mundo pelo uso de absorventes descartáveis.

Existem vários tipos, tamanhos e cores. Também existem dicas de como dobrar, como conseguir encaixar direito. Você encontra facilmente no Google. Existe no Facebook um grupo que discute sobre os coletores menstruais, mas não indico o grupo para ninguém porque as moderadoras se tornaram mesquinhas excluindo e proibindo posts das pessoas e querendo apenas revender coletores ou acessórios para eles (panelinhas para fervê-los, saquinhos para guardá-los), o que na minha opinião é um abuso.

Para adquirir seu coletor, infelizmente, existe polêmica. Empresas confiáveis para se comprar, onde diz a lenda que é certeza que o silicone do coletor é de grau médico, são a Inciclo e a Meluna. Porém, os preços dos coletores são bem 'salgados', variando de R$ 60,00 a R$ 80,00. Eu acho o preço abusivo, mas aqui no Brasil é assim mesmo, tudo é caríssimo e cheio de imposto embutido. 

Se você já desistiu pelos preços, existe uma opção barata, porém arriscada. Muita gente faz polêmica em cima dos coletores da Aneer, à venda no Aliexpress, um site que revende produtos que vêm da china. Diz a lenda que os coletores chineses tem metal pesado na composição, que o silicone é alimentício e não médico, que pode dar câncer e etc. Mas a verdade é que ninguém nunca morreu de câncer por usar coletor, e NÃO EXISTE DOCUMENTO OFICIAL OU COMPROVAÇÃO de todas essas acusações. E se você pede certificado dos coletores da Aneer, o vendedor te envia. Muitas mulheres compraram,  e acham os coletores chineses até mais macios e fáceis de usar que os brasileiros. Mas isso é uma questão de opinião e consciência: cada mulher decide pela sua vagina. O valor é muito mais em conta: U$ 3,00 a U$ 5,00, que em reais dá no máximo R$ 10,00 (incluindo o frete). O problema do frete é que demora muito pra chegar, e pode ficar parado em Curitiba para fiscalização por um bom tempo. 


Fica a dica do Papo de Mulher sobre os coletores menstruais. A única coisa que aconselhamos é a não comprar coletores coloridos, porque a tinta pode ser tóxica, mesmo os de marca confiável. Prefira sempre o transparente, afinal pra que um coletor com glitter né? rs

Jakisses!!!

quinta-feira, 26 de março de 2015

Esmaltes: Cores na Moda Atualmente

E aí pitchuletes, belezinha?

Pra quem ama esmalte, hoje fizemos uma seleção das cores mais utilizadas atualmente:

NUDE





Atualmente, a cor NUDE apareceu e dominou as mãos e a cabeça da mulherada. Uma cor simples, delicada e natural, dá às unhas um toque sofisticado. Logicamente, para ficar bonito, o nude deve ser bem passado (aconselha-se 2 camadas pelo menos), com cutículas bem marcadas. O formato da unha perfeito é quadrado, podendo ser curta ou comprida. Esse tipo de esmalte descarta o uso de adesivos ou desenhos nas unhas, mas se quiser fazer uma cor que combina com o nude é o branco. 



AZUL



O azul sempre fez muito sucesso nas unhas femininas, porém atualmente temos uma grande variadade de tons dessa mesma cor. O azul bebê, o azul água e tons mais claro de azul fica lindos tanto sozinhos quanto com adesivos e decorações. O azul escuro, e tons de azul fosco são elegantes e marcantes. Aposte na combinação de azul e dourado, e será só felicidade.



AMARELO



Antigamente, cores chamativas como o amarelo eram totalmente descartadas como esmalte. Quando alguém usava tons fluorescentes de amarelo, eram comparadas a 'marcadores de texto'. Porém, a mulher moderna veio com tudo no uso do amarelo no dia a dia. Uma dica de combinação é que o amarelo fica lindo com detalhes pretos.


VINHO



A cor vinho é clássica, mas nunca sai de moda. Fica lindíssima sozinha, sem decorações. Para decorar, aposte no dourado e no branco.



MARROM



O marrom, assim como o amarelo, era uma cor nada usual há uns tempos atrás. Atualmente, fica linda em unhas tanto quadradas quanto redondinhas. Para decoração, o branco é excelente. 



Gostou? Deixe sua opinião nos comentários!


Jakisses!!!!

domingo, 2 de novembro de 2014

Piercing no Tragus, no hélix e no nariz: arte no corpo

Hey ho pitchuletes amadinhas.

Recentemente desenvolvi uma nova paixão: piercing.



Desde pequena eu sempre tive vontade de me encher de brincos, mas por questões religiosas e familiares, nunca pude. Eu sempre tive um furinho só na orelha, daqueles normais que nossas mamães fazem na gente quando nascemos. Engraçado que esse furinho que as enfermeiras mesmo fazem na maternidade acabou saindo torto. No meu caso, o lado direito é mais pra cima que o esquerdo. Nada que me incomode muito, mas se você parar pra olhar de perto, percebe. Mas eu morria de vontade de fazer o segundo furo... o terceiro, o quarto, o quinto... rs.

Aos 18 anos, fiz meu segundo furo na orelha. A mãe de uma amiga minha era enfermeira, e fez de graça. Peguei meu brinquinho de quando era bebê, que é de ouro, e então ela pois um pouco de gelo, e tuf!, furou minhas orelhinhas. Não doeu. E ficou super bem feitinho. 

Dizem que quando você fura a orelha com brinco de ouro, não pode usar bijuteria. Não sei se isso é verdade, ou se a causa é essa, mas eu sou alérgica à bijus. É claro que eu tenho um monte de biju, como toda mulher, mas sempre que eu uso coça e inflama. Nem colares, nem anéis de bijuteria posso usar. Os colares escurecem e mancham minha pele, e os anéis fazem meus dedos incharem. Somente posso usar ouro, prata (sou chique) e claro, inox. 

O inox salvou minha vida (e meu bolso). Comprei diversos brincos desse material, e não tive mais problemas com inflamação. Uso uma bolinha de inox no segundo furo todo dia, e sou feliz rs.

Com 21 anos fui morar sozinha. Então, as questões religiosas e familiares que me prendiam não existiam mais. E é claro que ia começar a furação. Parti para o belíssimo piercing no nariz. 

Nunca tinha feito um piercing, então é claro que estava com medo da dor. Mas fui mesmo assim, a vontade era maior que qualquer medo. Fui em um dos melhores estúdios da cidade, e pasmem: fazer o piercing no nariz não doeu nada!!! Pic! e pronto, tava lá a argolinha prateada no meu nariz. O preço é que é salgado: o furo + a joia = R$ 50,00.



É claro que tive que cuidar bem. Passei antisséptico, não colocava a mão nele sem lavar, e depois de 6 meses ele estava cicatrizado. Foi uma experiência ótima que me deu coragem para mais duas novas aquisições: piercing no hélix e no tragus.

Esses dias atrás fui lá e fiz. Com um pouco de medo da dor, mas bem mais corajosa que da primeira vez. Fiz os dois no mesmo dia. Olha, piercing no tragus dói... bastante. Mas é rápido e suportável. No hélix também doeu, mas menos que no tragus. Só que a joia do hélix era bem grossa, e na hora de passar a joia eu vi a luz... vi Jesus... doeu pra caralho. Mas a beleza e a delícia da aquisição é maior que a dor. E eles estão aqui, lindos e bem cuidados.









Já estou pensando no próximo rs. Isso vicia, eu acho. Estou pensando em fazer no umbigo, mas acho que tenho que perder essa pancinha de chopp primeiro. Estou louca pra fazer tatuagem, mas não sei se vou aguentar. Picadas rápidas e passageiras eu aguento, mas picadinhas constantes por um tempo longo é outra história.

E você, gosta de arte no corpo?
Conta pra gente!
Jakisses!!!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Candidíase: Uma luta que pode ser vencida



Um dia você acorda e sente uma coceira intensa. Sente que algo não está certo, e decide olhar com um espelhinho. Se depara com sua vagina avermelhada, inchada, irritada e, provavelmente, com um corrimento branco como leite coalhado. Você nunca teve isso na vida, mas infelizmente, há 98% de chance de você estar com candidíase.




Candidíase é uma doença comum, principalmente em nós mulheres. Não é considerada uma DST, mas você pode infectar seu parceiro e ele à você através do sexo, porém ambos podem desenvolver essa infecção sem qualquer contato sexual. Diz a lenda que toda mulher terá pelo menos um episódio de candidíase ao longo de sua vida. Ela é causada pelo micro-organismo cândida albicans, que existe em nosso corpo em equilíbrio com nossa flora vaginal e intestinal. A cândida é encontrada até na boca e no estômago. Porém, quando algo não vai bem com nosso corpo, ela se desequilibra e se prolifera, causando fungos e infecção.

Por ser uma doença comum, o tratamento também é simples. Pomadas e comprimidos amenizam os sintomas, e 'curam' a infecção. O problema é quando a infecção se torna recorrente, e sempre volta poucos dias depois que o tratamento termina. O desespero toma conta, e nos sentimos condenadas a uma vida de coceira, dor e sem sexo. O grande erro, caras leitoras, é achar que podemos CURAR essa doença.

Pra começar, temos que colocar uma coisa na cabeça: NÃO EXISTE CURA. Calma, não precisa arrancar os cabelos, eu vou explicar. Tudo que você usar é paliativo: pomadas, cremes, comprimidos de fluconazol, itraconazol, cetoconazol, chás e banhos de assento. Essas coisas só servem para te ajudar a eliminar o excesso de fungo no seu corpo e amenizar os sintomas, mas quem reequilibra e controla a cândida é o seu organismo. A cândida se aproveita do seu sistema imunológico fraco e se prolifera. Por isso, para vencer essa luta, você tem que cuidar de você mesma. Para isso, vou indicar alguns passos para te ajudar nessa guerra, mas passos simples que não são difíceis de seguir:

PS: Isso não se aplica a mulheres que tem um sério problema de imunidade. A causa da candidíase recorrente deve ser investigada profundamente, incluindo exames de sangue, pois diabetes e até mesmo o HIV podem estar por trás dessas infecções. Porém, isso envolve apenas 10% dos casos. 

1º - Tristeza e Desespero

A candidíase se alimenta das suas lágrimas. Não ria, é sério. Quando a candidíase retorna, e você fica destruída, e o desespero e a tristeza geram estresse. Isso faz com que seu já abalado sistema imunológico piore. A candidíase voltou, mas não é uma doença séria, não vai te matar, e tem solução. Não chore, seja forte e tente se acalmar.

2º - Alimentação

Não adianta se entupir de pomadas se você não colaborar com seu organismo para vencer a infecção. Como comentei anteriormente, os remédios ajudam a eliminar os fungos do corpo, mas quem vai reequilibrar a cândida safada é seu organismo. Se a candidíase apareceu, é porque ele não está bem. Por isso, coma direito: frutas, verduras, grelhados, refeições de 3 em 3 horas e coma devagar. É importante também tomar MUUUUUITA ÁGUA. Dois litros por dia pelo menos, e faça bastante xixi, que limpa os rins e as bactérias ruins da bexiga, o que pode ajudar caso você esteja com dor na uretra por causa da candidíase também.

Quanto aos doces, muitos afirmam que ao fungo se alimenta de açúcar e carboidratos, incluindo pão, macarrão, biscoitos, etc. Vi pessoas dizendo que cortaram tudo que fosse carboidrato da alimentação, mas sinceramente, não é pra tanto. Se você não está, tipo, há uns 3 anos com candidíase e precisa seriamente desintoxicar o organismo, relaxe. Aconselho a equilibrar sim sua dieta. Mas pode comer um docinho uma vez por semana, comer um macarrãozinho no domingo e um pão no café da manhã. Desde que você se alimente bem e inclua legumes, verduras e frutas na sua dieta, não há problema algum em comer carboidrato equilibradamente. Acredito que cortar as delícias da sua vida só vai contribuir para a tristeza, o que não vai ajudar no tratamento. Além disso, é muito difícil seguir a risca essas dietas para candidíase que você encontra na internet, e a tentativa só vai desgastar você. O objetivo é fortalecer o sistema imunológico. Uma alimentação equilibrada já vai fazer isso.

3º - Vitamina C, Yakult e Iogurte Natural

Vi muitas mulheres afirmarem na internet que Yakult tem lactobacilos, mas também tem açúcar demais então não adianta usá-lo para combater a candidíase, e que é melhor optar pelo iogurte natural que ele sim tem lactobacilos. Sinceramente, fui atrás de iogurte natural nos supermercados e nenhum deles afirmava em seus rótulos ter lactobacilos vivos como no Yakult. Não sei se sou leiga demais em nutrição, mas pra eu acreditar que o negócio tem os lactobacilos que eu preciso, tem que estar escrito, ok! Vi que algumas pessoas aconselharam a fazer iogurte em casa a partir do leite, mas achei muito difícil e desnecessário. Então minha conclusão é a seguinte:

- pode incluir o iogurte natural na dieta, ele é azedo mas é excelente para o intestino, um dos grandes responsáveis pela nossa nutrição e absorção de nutrientes, que uma pessoa com infecção precisa;
- tá escrito no rótulo que tem lactobacilos vivos, então tocha o Yakult pra dentro, porque os lactobacilos equilibram tanto a flora intestinal quanto a vaginal.... e o açúcar, que se dane... vai te fazer bem, tome pelo menos um frasquinho por dia SEMPRE (tem mulheres que até mesmo inserem Yakult na vagina, eu não tentei, mas se você quiser tentar dizem que ajuda a amenizar  a coceira);

Quanto à vitamina C, ela ajuda a melhorar a resistência, o que vai contribuir para o fortalecimento da sua imunidade. Compre daquelas efervescentes, e tome uma dose por dia. Associando a vitamina C com o Yakult, você estará dando a munição que seu organismo precisa para colocar a dona cândida no lugar dela, bem quietinha e controlada no organismo. 

A vitamina C é barata, popular e super necessitada pelo corpo, mas você pode associar outros polivitamínicos também, de sua preferência. Vitamina é bem vinda sempre.

4º - Higiene

Isso é de praxe. Não que uma menina que tem candidíase seja porca, mas é preciso uns cuidados a mais quando desenvolvemos essa infecção. Usar calcinhas de algodão SEMPRE (deixem as de seda e renda pra noites de amor e exibição momentânea). Lavar bem as calcinhas, e secar ao sol. Antes de usar, passe elas com ferro para matar as possíveis bactérias que ainda possam estar nela. Mas não vai vestir ela quente, hein! Espere esfriar, pra não abafar sua genitália. 

Quando usar o banheiro, limpe de frente para trás, e não esfregue o papel para não irritar a pele. Pressione delicadamente. Quando tomar banho, lave bem tirando todo o excesso de secreção vaginal, de preferência com sabonete neutro ou infantil. Os sabonetes íntimos tipo Dermacyd possuem muito perfume e talvez agridam ainda mais a mucosa da sua vagina, então eu prefiro evitar embora digam que ele ajuda.

Tente dormir sem calcinha. Se estiver frio, compre uma calça comprida leve e larguinha para não encostar na sua genitália enquanto dorme. No calor, durma de camisetões ou camisolas, permitindo uma ventilação direta na vagina.

Nunca use protetores diários, tipo Carefree. Absorventes, prefira os externos daqueles que a gente cola na calcinha, pois os internos podem contribuir para infecções. Além disso, use absorventes somente quando o fluxo menstrual estiver muito intenso. Nos últimos dias da menstruação, que fica saindo só uma borrinha, opte por não usar mais absorvente e deixar manchar a calcinha mesmo. Eu sei que a mancha não sai fácil, mas separe umas calcinhas mais velhinhas especialmente para esses dias. O fluxo é tão pequeno que não vai passar da calcinha, e a diminuição do uso do absorvente vai permitir melhor ventilação da sua vagina.


5º - Consultar o ginecologista e seguir à risca o tratamento

Sim, isso mesmo. O tratamento com pomadas e comprimidos vai eliminar os fungos existentes na sua vagina. Esse tratamento não garante que a candidíase não vai voltar, mas você precisa dele pra aliviar os sintomas e acabar com o corrimento enquanto luta para melhorar sua imunidade. É seu organismo que vai equilibrar a cândida novamente.O ginecologista, geralmente, não explica isso. Prescreve o tratamento paliativo achando que foi só um momento de desequilíbrio que vai passar. Mas você tem que entender que só a pomada e o comprimido não são suficientes. É preciso melhorar sua saúde, porque isso sim vai equilibrar seu corpo novamente. E nada de parar os tratamentos na metade, pois realmente isso pode fortalecer o fungo. Siga à risca até o final.


6º - Exercícios Físicos

Uma das causas da candidíase é a obesidade. Cuidar do corpo inclui mantê-lo em movimento. Se exercitar desestressa, e contribui muito para o fortalecimento da imunidade. Não precisa fazer nada pesado, como musculação. Uma caminhada de meia hora todos os dias já garante uma melhora enorme. Pular corda, fazer ioga, alongamentos, coisas simples e eficazes. Sei que quando estamos com a coceira da candidíase, é muito ruim se exercitar. Parece que assa a gente, e arde e coça ainda mais. Mas isso é por causa do atrito e do possível suor. Você tem que ser forte e se exercitar mesmo assim. Quando chegar da caminhada, é só tomar um bom banho e relaxar, que a ardência passará.


7º - Banhos de assento, alho, limão, bicarbonato de sódio e chás

E toda a coletânea sobre cura natural da candidíase? É válida também. Como eu disse, tudo é paliativo, mas quem cura mesmo a candidíase é nosso próprio organismo que precisa se reequilibrar. 

Os banhos de assento são bons para aliviar ardência e coceira quando não temos acesso às pomadas, por exemplo. Mas se você não se alimentar direito e se exercitar, eles não vão adiantar nada. Assim também acontece com os chás e o uso do bicarbonato de sódio e limão. Eles são bons e ajudam, mas não adianta se entupir de chá de orégano e enfiar limão na vagina, se você não nutrir seu corpo com vitaminas e alimentação correta. 

O alho é legal, porque ele realmente é muito rico quando o assunto é nutrição. Porém, é muito difícil consumi-lo cru. Tentei engolir ele cru, e me deu uma azia danada. Nem tente as cápsulas de alho, elas não ajudam em nada e não tem a mesma eficácia do alho natural. Uma dica legal é colocá-lo cru e amassado nas saladas. Mas é claro que ele também não vai te curar sozinho. Você tem que associá-lo à todas as dicas anteriores.


8º - Sexo e Parceiro

É claro que quando você estiver em crise, deve evitar o contato sexual. Não só pelo parceiro, mas também porque sua vagina está irritada e dolorida, sem condições de te dar prazer no ato. Sexo só vai deixá-la pior. Porém, quando estiver se sentindo melhor (e não estiver fazendo uso de cremes vaginais), pode voltar a transar com cuidado. Aconselho o uso de camisinha por pelo menos um mês depois da melhora dos sintomas, para que nenhum fungozinho que restar na sua vagina infecte seu parceiro que poderá te infectar novamente depois. Além disso, o parceiro (se for fixo) deve tomar os tais de fluconazóis, itraconazóis ou cetoconazóis da vida junto com você também para não haver perigo dele se tornar hospedeiro (ter o fungo, mas não os sintomas) e viver te reinfectanto.Mas transar é bom, melhora a auto estima, o relacionamento do casal e é um exercício físico excelente.


Levando em conta tudo isso, tenho certeza que esse pesadelo da candidíase acabará. Mas pra que ela não volte, é importante que você tome isso como uma religião. Essa mudança de hábitos é para sempre, e só vai te fazer bem. Acima de tudo, mantenha o coração leve e a atitude positiva. Não existe melhor remédio que a calma e a felicidade.

Lembrando que, quando a candidíase está melhorando, o corpo expele os fungos. O corrimento branco pode se tornar amarelado e menos intenso. Isso acontece porque os remédios fizeram efeito e estão matando e eliminando as placas de fungos. Muitas vezes não percebemos isso porque usamos cremes vaginais, e os fungos são expelidos juntamente com eles. Mas se você não estiver fazendo uso de creme vaginal, e tiver apenas tomado o comprimido, e perceber esse corrimento mais amarelado junto com a melhora dos sintomas, sorria, os malditos fungos estão morrendo.


Boa sorte meninas!

Jakisses!!!


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